Em eleição tudo pode acontecer

Artigo publicado na Folha de S. Paulo de 19/09/2014


O que vemos hoje é o embate entre Dilma e Marina, um espetáculo pouco edificante. Enquanto isso, Aécio Neves apresenta suas propostas.


A disputa eleitoral começa a entrar em sua fase aguda. Como sempre, em função das pesquisas, que mostram um quadro momentâneo, alguns cantam vitória antecipada. Outros, quando a derrota lhes parece inevitável, entregam-se, seja por desânimo, por indigência intelectual ou por puro oportunismo, e passam a procurar o “menos pior”.

É o que acontece com a disputa presidencial deste ano. Em razão de um triste episódio –a morte de Eduardo Campos–, surgiu uma nova candidata, Marina Silva (PSB), que aparece em primeiro ou segundo lugares nas pesquisas, como se fosse uma das contendoras inevitáveis no segundo turno.

Minha experiência é repleta de episódios de disputas em que profundas modificações se dão no processo eleitoral, produzindo grandes mudanças na intenção de voto dos eleitores até o dia da votação. Já assisti a isso em eleições em todos os níveis. Fernando Henrique perdeu a eleição para prefeito de São Paulo nas 48 horas que antecediam a eleição de 1985. Luiza Erundina venceu o pleito municipal em São Paulo, em 1988, na última semana, atropelando Paulo Maluf e João Leiva.

Em 1989, na sucessão de José Sarney, tudo fazia crer que Brizola venceria. Para surpresa geral, o desconhecido Fernando Collor cresceu, acompanhado de Lula. Os dois foram para o segundo turno e Brizola ficou de fora. Na última disputa municipal em São Paulo, o azarão Celso Russomano parecia imbatível, disputaria sem qualquer dúvida o segundo turno. Não foi o que ocorreu.

O caso mais emblemático que vivi semelhante com o que está ocorrendo até agora foi em 1986, na disputa ao governo de São Paulo. O quadro no início da campanha era Maluf em primeiro, Orestes Quércia logo atrás. Inesperadamente, e já próximo à data da eleição, o PTB lançou Antônio Ermírio de Moraes, empresário de respeito, que imediatamente apareceu em segundo, muito perto de Maluf, jogando Quércia para baixo (com 9 % nas pesquisas).

Quércia parecia liquidado, a questão seria escolher Maluf ou Antônio Ermírio (não havia segundo turno) e muitos bandearam-se para o empresário, considerado o “mal menor”. O resultado final foi Quércia vitorioso, Antônio Ermírio em segundo e Maluf lá atrás.

O processo eleitoral é complexo e muitos fatores alteram a intenção dos eleitores expressa nas pesquisas quase que de um dia para o outro. A pesquisa não tem o dom de prever o futuro, apenas retrata o presente. Na atual eleição presidencial, a mobilidade das intenções de voto dos eleitores é patente, e não poderia ser de outra forma.

Alguns números são relativamente estáveis, como o índice de rejeição da presidente Dilma Rousseff, que fica acima de 30%, com menos de 40% das intenções de voto a seu favor e a vontade de mudança expressa por 70% do eleitorado. Mas está em evolução o nível de conhecimento de Aécio Neves, ainda baixo, ao contrário dos índices altos de Dilma e Marina.

O que se vê hoje é o embate em que se meteram as duas respeitáveis candidatas que, se de um lado mostra um espetáculo pouco edificante na disputa eleitoral, por outro mostra o caráter e a personalidade de cada uma. Enquanto isso, Aécio acertadamente apresenta sua história e suas propostas.

Haverá um momento em que o eleitor se perguntará sobre quem é o melhor, levando em conta seus perfis e o que pensam das questões que são realmente importantes para a vida dos brasileiros e para o futuro da nação: petróleo, infraestrutura, preços, salários, inflação, crescimento econômico, democracia, valores éticos, escândalos. Tudo isso há de influir na decisão do eleitor.

Essa mobilidade já se mostrou nas primeiras semanas de campanha e se aprofundará nas seguintes à medida que a data fatal se aproxima. Quanto mais perto dela, mais a atenção do eleitor e mais decidida passa a ser sua intenção de voto. Até os últimos dias tudo pode acontecer.

A Dilma e os demônios

 

Cobrança de proteção

Eles são uns demônios.  São uns sangue sugas.  Essa elite branca destrói a vida das famílias trabalhadoras em nome do lucro.  São pessimistas que estão ampliando a crise econômica em que vivemos.  Responsáveis por nosso crescimento próximo a zero.  São os empresários brasileiros.

Isso tudo tem dito a Dilma, o Lula e o PT. A propaganda eleitoral confirma. Ainda assim o PT, em nome da presidente Dilma, envia a esses mesmos diabinhos uma carta pedindo dinheiro para a campanha dela.  Dizem que os 12 anos de governo petista fortaleceram “um modelo sustentável de desenvolvimento que associou o crescimento econômico à distribuição de renda e à ampliação do crédito e do consumo.”  Por isso merecem uma contribuição.

Que cara de pau.  Cheira à cobrança de proteção.

O partido das elites

Juntando todas as contribuições eleitorais para candidatos, partidos e comitês, o PT recebeu nesse período eleitoral, até agora declaradas, 264 milhões de reais, o PMDB 211 milhões e o PSDB 169 milhões.  Só da JBS ( Friboi, Swift, Bertin ) o PT recebeu 28 milhões e da OAS, empreiteira que constrói grandes obras para o governo federal, 31 milhões.  Coitadinho.

Quem é o partido das elites?  Ou será pagamento de chantagem?  Ou então algum tipo de propina?  Podem escolher.

O Escondedor Geral da República

O Rodrigo Janot é o procurador-geral da República.  Ele informou que se o Paulo Roberto Costa, que na delação premiada falou do maior escândalo jamais visto no Brasil – o assalto à Petrobrás – cometido pelo PT, PMDB e PP, comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e abrir o bico, vai perder o direito à diminuição da pena prevista na delação premiada.  Dessa forma orientou o corrupto a não dizer nada.  Para que a Nação não tenha conhecimento das barbaridades cometidas por esse governo antes das eleições de 5 de outubro.

E ele, hoje, de fato, não disse nada na reunião da CPMI.

Esse Janot é, sim, um verdadeiro escondedor geral da República.

 

Dilma, Neca Setubal e Giannotti.

O que sustenta a Dilma?

Com índice de rejeição que ultrapassa 40% e de aprovação e intenção de voto que se aproxima de 40%, a pergunta que se faz é o que ainda sustenta a Dilma?  Qual o contingente de pessoas que a apoiam e estão dispostas a lhe conceder mais 4 anos?

O maior grupo de pessoas nessa condição é a parcela da população que depende dos programas sociais do governo federal, ações de assistencialismo já legalmente inscritos como um direito que independe dos detentores do poder.  O povo mais simples não sabe, e o governo faz questão que não saiba, fazendo acreditar que o que recebe não é uma benesse, é a lei que lhe garante.   Além do que sua condição de dependência se relaciona com o temor que lhe é infundido de que aquele direito pode ser extinto.  Milhões passam assim a reverenciar os que se dizem seus protetores responsáveis por sua sobrevivência.   Esses passam a fazer, na atualidade, o papel dos coronéis e senhores de escravos do passado.  Dilma tem expressado, sem disfarces, essa posição.  Triste para quem a imaginava, e ao seu partido, uma corrente para acabar com essa terrível chaga da sociedade brasileira.

Outro grupo, menos visível e quantitativamente menor, mas não menos importante, é o de setores da classe média, inclusive intelectualizada, que foram durante anos submetidos a uma verdadeira lavagem cerebral, um envenenamento contínuo, e exitoso, que transformava qualquer ideia reformadora e modernizadora em perigosa ação de inimigos dos interesses nacionais e populares.  Ainda que muitos tenham se dado conta do engodo, muitos outros, em geral jovens desinformados, e alguns mais idosos que se aferram a dogmas do passado, permanecem impenetráveis às realidades que se apresentam.

Neca Setubal: o PT não perdoa. Os fins justificam os meios.

O PT não perdoa, nem tem piedade.  Pegaram a Neca Setubal, herdeira da família Setubal, proprietária de parte das ações do Banco Itaú, e transformaram-na em militante de uma causa: transformar o Banco Central em instrumento dos bancos privados.  Ser uma socióloga e educadora respeitada, dedicada a ações para melhorar a sociedade em que vive, sem nunca ter participado da direção do banco, não tem qualquer importância para Dilma e o PT.  Muito menos os bancos terem tido durante os governos do PT os maiores lucros da história.  O importante era abalar a adversária Marina Silva e, se para isso, é preciso destruir alguma pessoa, sem dó nem piedade, que seja feito.  Como eles dizem, é o efeito colateral.  Destruir alguém para manter o poder, vale.  Os fins justificam os meios.

Giannotti falou

Citado pelo jornal Estadão como uma das principais referências teóricas do PSDB (?), do alto de seu saber e vaidade, Giannotti decretou que Aécio está fora do segundo turno da eleição.  Como ele é amigo do Fernando Henrique, passa a ter voz, que nunca usou dentro do partido.  Provavelmente nem filiado é.  Certamente nunca pôs a mão na massa, nem colocou um tijolo em pé, nem pisou no barro.  E já entregou a rapadura.  Se estiver certo, vai sair de bacana.  Inteligente.  Gênio.  Se não, acontece, né?…

Amigos assim, eu dispenso.

 

Os crimes e o jogo sujo

Ainda Dilma

Vários leitores me cobraram a respeito do meu último post, argumentando que a omissão da presidente caracteriza um descumprimento da lei que regulamenta o dispositivo constitucional que trata dos crimes de responsabilidade do presidente da República.

É fato.  Trata-se da lei 1079 de 1950, recepcionada pela CF de 1988, que no capítulo “Dos crimes contra a probidade da administração”, no inciso 3 do artigo 9º, define como crime de responsabilidade “não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados quando manifesta em delitos funcionais…”.

Quando a presidente afirma que tomou as medidas para estancar a sangria do dinheiro público da Petrobrás ( não sabemos nem quando, nem como fez ), deixou patente que soube, em algum momento, da ação criminosa, mas não tomou qualquer medida para o cumprimento da lei, a não ser, se assim o fez, a demissão do diretor Paulo Roberto da Costa que está agora preso, tentando obter redução da pena através da “delação premiada”.   Não cumpriu, porém, o texto da lei, que a obrigava a iniciar uma ação criminal para a responsabilização do agente público corrupto.

De qualquer forma, segundo a mesma lei, a denúncia da omissão da presidente só pode ser feita perante a Câmara dos Deputados, por qualquer cidadão e, se recebida, julgada pelo Senado.

A questão é, pois, política e não jurídica.  Paulo Roberto da Costa montou um enorme esquema de distribuição de dinheiro, através de contratos da Petrobrás com os seus fornecedores, para os partidos da base do governo, em princípio e, no mínimo, para o PT, o PMDB e o PP, hoje os maiores partidos da Câmara dos Deputados.  Seria ingênuo imaginar que esses partidos permitiriam levar adiante na Câmara um processo de impedimento da presidente já que são eles que no atual período eleitoral dão à Dilma o maior tempo de TV e rádio para a sua campanha.  É duro aceitar que um ato criminoso possa ajudar a perpetuá-los no poder. Mas assim é.

Resta o povo, eleitor, em outubro, fazer Justiça.  Ele é o juiz decisivo.

Dilma x Marina, jogo sujo.

Dilma diz que a proposta de autonomia do Banco Central – matéria que vem sendo discutida há anos – ora assumida por Marina, fará com que ele seja dominado pelos bancos privados.  E, em maliciosa referência à sua adversária, que ela, Dilma, não é apoiada ou sustentada por banqueiros.

Nada mais canalha, o que mostra bem o caráter da presidente.  Não me parece conveniente um BC com essa autonomia mas isso não significa que ele seria dominado pelos bancos privados.   Em qualquer hipótese, continuaria a ter sua direção indicada pelo governo federal e aprovada pelo Senado, e cumprindo a política econômica determinada pelo Executivo, como é hoje.  Também não é honesto dizer que Marina é sustentada por banqueiros porque tem na direção de sua campanha uma herdeira da família Setubal, dona do Banco Itaú.  Ainda mais se levando em conta que os bancos privados estão, no atual período de governo petista, ganhando dinheiro “como nunca antes nesse país”.

Os problemas de Marina não são esses.  São a sua inexperiência, falta de equipe e apoio político, oportunismo e ambição.  Seria um salto no escuro.

Entre as duas, não fico com nenhuma.  Aécio é, para mim, a mudança responsável.

 

Dilma é responsável

A respeito das denúncias de pagamento de propina na Petrobrás, conforme delação premiada de um de seus diretores, a presidente Dilma Rousseff, em entrevista ao Estadão, afirmou que se houve “sangria” ela já foi estancada. “Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso te garantir que todas, vamos dizer assim, as sangrias que eventualmente pudessem existir estão estancadas.”

Caros leitores leiam e interpretem comigo, se eu estiver errado me contestem.  Se as sangrias existiram, e segundo ela “tudo indica que houve”, e ela sabe que foram estancadas, é porque ela tinha conhecimento do que houve.  Foram estancadas por ela ou por alguém de seu governo, e ela soube.

Confessa que soube e que foram estancadas. Muito bem. E o que fez? Quem eram os servidores públicos que participaram das operações?  De quanto foi a sangria?  Quem recebeu esse sangue (o dinheiro desviado)?  A quem ele abasteceu?

Ela deixou tudo por isso mesmo?  Não levou avante qualquer investigação para esclarecer todo o processo criminoso?

Ela teve qualquer benefício pessoal material direto?  Parece que não.  Mas teve benefícios políticos diretos na cooptação da base de apoio partidário e parlamentar ao seu governo. Foi conivente por interesse político. Omitiu o fato criminoso e se omitiu de tomar as medidas devidas.

Pode ter cometido crime de responsabilidade.

O governo Dilma em sua fase terminal

 

O que esperar dessa gente?  Já vi tanta coisa, tantos e tantos anos, mas me espanto de ainda me espantar com o que aparece todo dia.  O que cometeram nesses 12 anos é tão amplo e profundo que quanto mais se cavoca, mais lixo se encontra.  Não deveria ficar tão surpreso.

Falo do PT.  Falo do Lula.  E sou obrigado a falar também da Dilma que, por ação ou omissão, também já perdeu a dignidade.

O Paulo Roberto Costa, ex diretor da Petrobrás, ora “in galera”, e autor da delação premiada sobre a propina distribuída pela empresa para políticos, é mais um dos bandidos.  Como o Nestor Cerveró, outro diretor da mesma também é.  Como são, nada mais, nada menos, o ministro chefe da Casa Civil, Aloisio Mercadante, diretor e produtor da tentativa da compra de um dossiê fajuto contra nós, em 2006, para melar a nossa eleição para o governo de SP, ação que foi desbaratada pela Polícia Federal. Como o Ricardo Berzoini, ministro de Relações Institucionais, que dá cobertura ao João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT, que foi presidente da Cooperativa dos Bancários de São Paulo e deu um golpe nas poupanças de milhares de bancários, e agora faz as operações do partido, segundo o denunciante Paulo Roberto.  Como o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, comandante das tropas lulistas, ex transportador das malas que saiam de Santo André, nos tempos do prefeito Celso Daniel, para abastecer o José Dirceu e o partido.

Confesso que não esperava grande coisa de um governo do PT.  Mas nunca pude imaginar isso que estou assistindo.  Acho que nem mesmo o mais petista dos petistas. À presidente Dilma e ao PT restam o apoio de milhões de pessoas carentes por todo o país que estão sendo aterrorizados quanto à possibilidade de perder o pouco que obtiveram nos últimos anos.  E sobram os que se locupletam do poder e ainda aqueles que, honestamente, ainda não creem no que veem.

São quatro meses até o final do governo.   Vão ser penosos.  E o ano futuro, 2015, não será um mar de rosas para ninguém.  Não vai ser mole consertar tudo o que eles desarrumaram.

 

O maior escândalo da política brasileira de todos os tempos

Estamos falando da Petrobrás, a maior empresa da América Latina.  Aquela mesma que os canalhas disseram que queríamos privatizar, ainda que nunca, em momento algum, tivéssemos tido qualquer intenção no sentido de vendê-la ao setor privado.  Pelo contrário, afirmamos e reafirmamos isso, quando da emenda constitucional que permitia a participação, também, de empresas privadas na exploração do setor.  O PT usou esses argumentos de forma safada para debilitar tanto Serra, quanto Alckmin nas disputas presidenciais.  Ganharam, provando que o crime compensa.

Essa mesma Petrobrás, que agora temos a confirmação de ter sido usada para produzir o maior escândalo da história brasileira de todos os tempos, era a principal fonte de dinheiro para a base que sustentava Lula e agora sustenta Dilma.  Sergio Gabrielli era o presidente da estatal, indicado por Lula, e Paulo Roberto da Costa, diretor indicado pela base aliada.  Este  vem abrindo o bico em função da delação premiada, depois de ter sido preso e depois de ter as suas empresas, inclusive familiares, sido objeto de ações da Polícia Federal.  Os dois, além de outros associados, produziram esse escândalo, para sustentar uma corrupta base de apoio.  Abençoados por Lula, sob o olhar, complacente ou conivente de Dilma Rousseff.

Diante disso o mensalão que levou à prisão os dirigentes do PT, foi um aperitivo, “peanuts” como diriam os americanos.  A Petrobrás investe cerca de 100 bilhões de reais por ano.  É quase o dobro de tudo o que investe a administração direta federal no Brasil por ano.  É mais da metade de toda arrecadação do governo do Estado de São Paulo em um ano.   É um maná daqueles.

O que dirá o Lula agora?  Foi só caixa 2, como quando do episódio do mensalão?  E o que dirá a Dilma?  Era a ministro de Minas e Energia do Lula, depois chefe da Casa Civil.  Era a presidente do Conselho da Petrobrás.  Anos e anos, e não sabia nada?  Nunca percebeu?   Ninguém lhe contou?  Ou se fez de boba, convenientemente, ambicionando o que, finalmente, conquistou: a Presidência da República.

A eleição esquenta

 

Queremos também presidente novo

Dilma tem razão: “Eleição nova, governo novo, equipe nova”, e presidente novo, acrescento.  Se não será mais do mesmo.  Dilma vá embora e leve o PT junto.  Ou o contrário, dá no mesmo.  É o anseio da sociedade brasileira.

Onde está a elite?

Lula e Dilma reclamam que a elite brasileira apoia o Aécio.  Ela deu até agora 123 milhões de reais para Dilma e 44 milhões para o Aécio.  Êta elite burra.   Lideram as empreiteiras e a JBS.  Mandaram o dinheiro para o endereço errado.

Fritaram o Mantega

A Dilma já anunciou o que todos sabiam.  O tempo de ministério do Mantega se encerra em 31 de dezembro.  No caso ela apenas antecipou o anúncio, o que o transforma em fantasma ambulante.  Pobre Mantega, tão leal, não merecia esse tratamento.  Mas pra ganhar eleição, vale tudo. Aliás todo o ministério termina em 31 de dezembro.   Também o mandato da presidente Dilma.   E de toda a cambada que enlameou o serviço público em nosso país.  Espero que tenham uma vida feliz e que nos deixem em paz, a menos a vida daqueles que merecem cadeia.

Programa eleitoral da Dilma

É de uma desonestidade sem paralelo. Mente descaradamente.  Se diz autora da lei que estabeleceu que parte dos recursos do pre-sal fossem para educação e saúde.  Mentira.  Tentou evitar que o Congresso assim o fizesse.  Foi derrotada, teve que engolir.  Nos próximos posts vou mostrar mais mentiras.

E aguardem, como anunciei, os resultados da delação premiada do Paulo Roberto Costa, ex diretor da Petrobrás.  Vai chover …..

 

 

Para o PT o povo é objeto, não sujeito da história

E o PT era um partido de que se dizia de esquerda

Primoroso o artigo “De sujeitos e objetos” de Eugênio Bucci no Estadão de hoje. Analisando a retórica oficial, Dilma e PT, trata os eleitores mais carentes não como os protagonistas de sua própria existência, mas apenas como beneficiários da caridade alheia, isto é, da caridade deles, praticada com o dinheiro estatal, vale dizer, de todos nós.  Ela diz: “tiramos milhões de pessoas da miséria”, “levamos milhões à classe média”.  Os carentes são assim apenas peças no tabuleiro da política.  Nessa retórica o povo é apenas um objeto.  O sujeito, autor de tudo, é o governo, dela, Dilma, é claro, a benfeitora.  Para ler o artigo, clique aqui.

E ainda chamam o PT de esquerda.  É de chorar.

Pesquisas

Marina bateu no teto.  Aécio bateu no piso.  Ela vai descer, ele vai subir.  Vão disputar, no 1º turno quem vai vencer a Dilma no 2º .

Claro isso é o que eu quero.  Mas também é o que penso, pelo bem do país.  Faltam ainda 30 dias, vamos ver.   De qualquer forma  preparem seus corações.

Estou aí para desnudá-las, no bom sentido.

Promessas e metas mirabolantes

A Dilma agora vai prometer tudo aquilo que já prometeu, para realizar nos próximos 4 anos.  Vai ser um show televisivo. A Marina já sinaliza com projetos de custos imensos, sem se importar com sua viabilidade econômica.   Será que o povo vai cair?  Com a herança maldita que qualquer presidente eleito vai receber?  Quantos milhões de brasileiros se lembrarão, ao ouvirem as promessas, da cara dos Haddads que pulularam por aí durante o último pleito municipal?

“Fora PT” é o sentimento dominante em São Paulo. O caráter de Marina.

 

Esta é uma eleição singular.  Apesar de contar com dois concorrentes naturais à presidência como em todas as disputas desde 1994, representando, um o partido no governo  (PSDB ou PT), outro o maior partido na oposição (PT ou PSDB), teoricamente apenas os dois com reais condições eleitorais, nesse ano de 2014 existe um fato novo, que não se colocava em nenhuma dessas eleições anteriores:  a intenção de voto mais forte, mais presente, não é favor desse ou daquele. É um sentimento contra o partido no poder, contra o PT, a vontade de mudar.  E, diferentemente, do que se verificou em outros processos eleitorais, não é só uma disposição: é raiva mesmo contra o PT.  Não só as pesquisas identificam a enorme vontade de mudar – cerca de 70% do eleitorado, mas a constatação pessoal, pelo menos no Estado de São Paulo, confirma esse quadro. “Fora PT” é a dominante.  Pude verificá-lo durante a campanha e, particularmente, hoje na presença de nossos candidatos na cidade de Santos.

Essa é a minha primeira observação sobre o andamento da disputa.  A segunda é que, para o eleitor, até agora, só existem dois candidatos:  Dilma, candidata a reeleição, e Marina Silva, que se apresenta como oposicionista capitalizando o sentimento que observamos.  Aécio Neves ainda não é protagonista desse enredo.  Não é suficientemente conhecido do eleitor comum.  É por isso que os resultados de pesquisas só poderiam apresentar o resultado divulgado.

Porém esse é o início do processo eleitoral, que deu a largada não quando os candidatos eram Dilma, Aécio e Eduardo.  Zerado o quadro quando da morte de Eduardo, a disputa se inicia com a substituição do falecido por Marina.  Como Aécio é pouco conhecido, sobraram, de fato os dois: Dilma e Marina.   Mas como o tempo que se tem pela frente, ainda que pareça pequeno, é longo numa disputa como essa – uma eternidade – tudo pode acontecer. 

Porque Marina passou a representar essa vontade de mudar?  Em primeiro lugar porque só ela, no consciente do eleitor -  se colocando na  oposição – disputa contra o PT.  Em segundo lugar porque é sobejamente conhecida desde a disputa de 2010.  Em terceiro lugar porque porta uma aura de santidade bem construída em cima do seu perfil diferenciado.

A segunda etapa, reta final da disputa, quando se decidirá quem vai para segundo turno, se iniciará com a relativa igualdade de conhecimento dos candidatos por parte do eleitor. .  A partir daí será mais efetiva e definitiva a sua escolha.  Marina, como Aécio, viverá a hora da verdade

A personalidade e o caráter de Marina

Alguns dizem que ela acredita piamente no que diz.  Tenho minhas dúvidas.  Se assim fosse não deixaria de apoiar, sem restrições, uma legislação que criminaliza a homofobia que é uma forma de discriminação tão odiosa como qualquer outra.  Foi e voltou atrás.  Voltar atrás não é demérito de ninguém.  Mas no caso dela mais parece um aceno para as religiões evangélicas que, aliás, estão montando um grande reunião  das igrejas evangélicas para “fecharem” uma unanimidade em torno dela.  Não é a “velha política”, é pior.

Nada tenho contra votar em alguém que professa uma determinada fé.  Tenho, sim, objeção ao fato de se votar ou deixar de votar em alguém pelo fato de professar uma determinada religião.  Não adianta dizer apenas que o Estado é laico.  Ele o é por determinação constitucional.  Tergiversar sobre isso por conveniência eleitoral é fraqueza de caráter.

Marina precisa, para ser coerente, rejeitar uma adesão do tipo que se pretende das igrejas evangélicas.  Isso contraria o cerne de um Estado que se pretende laico.  Assim seria coerente com o que diz pretender: uma “nova política”.

Marina, a nova e a velha política

 

Transparência?  É a velha política

Marina tem dito que é preciso ter transparência nas ações de governo.  É a nova política. O pressuposto é que a transparência comece com o próprio candidato, a pessoa física.  Mas não é o que ela pratica.  Ao revelar sua renda, à pedido da Folha – 1,6 milhões de reais em palestras nos últimos 3 anos – Marina se recusa em identificar os seus clientes, sob argumento de confidencialidade.  Se Marina não fosse um agente público, candidata a vice presidente e agora a presidente, presidente de um partido em formação, prestes a ser registrado logo após as eleições, seria legítimo não expor algo que pertence à sua vida privada.  No caso, candidata a presidente, não declarar quem a contrata, não se justifica.  Ela tem de expor as suas fontes de renda pois elas indicam as relações que mantém com agentes econômicos e entidades da sociedade, sem que isso signifique qualquer prévio juízo de valor.  Mas sua negativa, sob o manto da confidencialidade, não é aceitável.  É a velha política.

Erros de revisão, coisa nenhuma. É a velha política

A explicação para a publicação de uma errata sobre o programa de Marina divulgado um dia antes é uma agressão à nossa inteligência.  É claro que ao ser alertada e pressionada por grupos conservadores que a apoiam, Marina mudou seu programa de governo.

Dentre as mudanças está aquela que eliminou o apoio às propostas em defesa do casamento civil igualitário a serem inseridas no Código Civil e na Constituição, para apenas garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo, o que é desnecessário, pois já foi assegurado pelo STF.  Outra mudança é a exclusão do programa do tópico que apoiaria a equiparação da discriminação baseada em orientação sexual e identidade de gênero àquelas que na lei definem a descriminação em razão de cor, etnia, nacionalidade e religião.   Também na nova redação foi excluída a previsão de distribuição de material didático destinado a  conscientizar sobre a diversidade de orientação sexual e às novas formas de família.   Tudo isso sem maiores explicações.

Não houve erros de revisão.  Houve, sim, o esclarecimento sobre a posição da candidata e, mais ainda, uma clara submissão aos grupos que a apoiam, na linha da velha política.

As incoerências e expectativas falsas

Marina sabe que não basta ganhar a eleição.  É preciso governar, e bem, respondendo às expectativas do povo.   Janio Quadros se elegeu e não pode governar.  Deu um lance arriscado e se saiu mal.  Como resultado, após 4 anos conturbados, o golpe em 1964, uma ditadura de duas décadas.  Collor de Mello, sem respaldo congressual e em um quadro de crise econômica, foi deposto constitucionalmente pelo Congresso Nacional.  Lula tentou obter uma maioria através do mensalão.  E Dilma, mesmo com uma maioria ampla deu no que deu, ou está dando.  Marina acena para Lula e Fernando Henrique.  Não vai dar.  Se for eleita, vai ter de escolher.  Além do que ela não perguntou ainda a nenhum deles e aos seus respectivos partidos políticos.  Também quer juntar Serra e Suplicy.  O que um tem a ver com o outro?

Porque Marina não usou dessa percepção quando Serra e Dilma foram para o segundo turno em 2010.  Ficou no muro.  Porque para ela, em sua visão messiânica, só ela sabe o que se deve fazer.  Se for eleita vai dar com os burros n’água.  Espero que não seja.  Nos próximos 35 dias dá para o povo acordar.

 

 

 

 

Marina, uma profissional esperta.  E a recessão chegou pra valer.  

 

Vou me desviar um pouco do meu esporte favorito que é comentar a Presidente Dilma Rousseff e seu governo medíocre e falar um pouco da nova pretendente ao cargo, Marina Silva.  Nova em termos, já que já foi Senador da República, Ministro do governo Lula e também pretendente à Presidente nas eleições de 2010.

Marina quer renovar a política – uma “nova forma de fazer política” ela diz, pô-la a serviço do cidadão.  O invólucro é bom, mas qual é o recheio?   Só platitudes, banalidades, trivialidades.  Nada de concreto.

Na entrevista ao JN foi obrigada a falar sobre o avião que o PSB recebeu, emprestado, ou arrendado, ou sabe-se lá o quê, adquirido por amigos proprietários com dinheiro transferido por laranjas.  Ela não sabia de nada, usou o aparelho sem perguntar.  Podia ter perguntado quem emprestou e por que, já que quem empresta sempre espera alguma coisa em troca.  Até aí, ainda vá lá.  Mas uma nova forma de fazer política deveria se preocupar com isso.

Sabendo, agora, que o jatinho foi adquirido com aporte de dinheiro de laranjas, e percebendo que é dinheiro “sujo”, certamente produto de propinas pagas por pessoas com interesses em contratos de governo, não deveria imediatamente exigir do seu partido uma explicação definitiva?  Não seria esse um princípio de uma “nova política”?   O seu vice, deputado federal Beto Albuquerque, disse que o partido não tinha nada com isso.  Então quem?  Aliás, ele é, por acaso, o símbolo da nova política? Ela teve que, como na velha política, se submeter ao partido?

Vamos adiante.  Ontem na Fenasucro, em reunião com os usineiros, Marina, que nunca morreu de amores por eles, e os tinha como verdadeiros predadores da natureza, admite que o setor procurou se ajustar para produzir com sustentabilidade, com mecanização da colheita de cana para evitar “mão de obra de penúria”.  E diz que é possível falar de agricultura e pecuária com a preservação do meio ambiente.  Mais uma platitude.  Promete um “marco regulatório”. O que quer dizer isso?

Essa é a nova política? Existe algo mais velho que esse discurso para agradar plateias específicas em períodos eleitorais?  Marina não é amadora, é profissional, e esperta.  Não tem nada de novo.

Ela fala sem consistência: “ o Brasil terá de escolher e apostar no sonho de que possamos ter um Estado eficiente, escolhendo os melhores e não os indicados por interesses partidários”.  Só isso?   Escolher os melhores é, sem dúvida, uma obrigação do dirigente público.  Mas para fazer o quê?  Como fazer o Estado eficiente?  É preciso dizer.

Agora a recessão, sem vírgula.

Eu não poderia deixar de falar do Mântega.  Já o respeitei mesmo quando fazia avaliações do futuro no estilo de Polyana, personagem de uma escritora americana.  Polyana queria uma boneca mas ganhou um par de muletas, que não precisava.   O pai lhe ensinou assim que deveria ficar contente por não precisar usar as muletas.  E a menina ficou contente, e essa atitude passou a se chamar de “jogo do contente”.   Agora a nossa Polyana, Guido Mântega, fica contente com os índices de nossa economia que ele dirige por tanto tempo ( talvez o mais longevo dos Ministros da Economia ).  Com índices baixos de desemprego, segundo ele, tudo vai bem.

Mas pra azar da nossa Polyana, acaba de sair a informação do IBGE sobre o PIB do 2% semestre: menos 0,6%.  Como o do primeiro semestre, depois da revisão, é de menos 0,2% temos o que se chama de recessão técnica.

O Brasil parou.  Parou não.  Recua.  Como temos crescimento vegetativo da população, o PIB per capita tem uma queda expressiva.  Dilma já se sabe.  Acabou.  E Marina vai propor o quê?  Os próximos capítulos prometem.

IBOPE – O jogo começa pra valer. Quarenta dias, uma eternidade.

Último IBOPE

Dilma 34%  -  Marina 29%  -  Aécio 19%

Segundo turno   Dilma 36% – Marina 45%

Minha interpretação:

Dilma não sobe mais.  Só desce.  O dado mais importante é o do 2º turno, ela sobe apenas 2%, para 36% e a rejeição a ela é 36%.  Não tem como ganhar, será derrotada.

Marina está no nível que sempre esteve nas pesquisas anteriores ao início do período eleitoral.  Tem recall e tem o eleitor descrente de tudo e de todos.  A meu ver está no teto, ou quase.  De agora em diante vai ter de mostrar que pode governar o país.  Não é um poste do Lula ou de quem quer que seja.  Mas é uma figura que nasce em uma conjuntura muito especial.  Uma aventura.  Se vai aguentar por 40 dias, só o futuro dirá.

Aécio ainda é um ilustre desconhecido.  Mais de 50% do eleitorado não o conhece.  A sua performance, e a de sua coligação, serão decisivos para crescer e tornar-se competitivo.

Conclusão:  a disputa está em aberto.  Estamos no início. Faltam 40 dias.  Uma eternidade em disputas eleitorais.

Aproveito para fazer um breve relato histórico:  Em 1986, na disputa de governador de São Paulo, o quadro, no início da campanha era Maluf em primeiro, Quércia, candidato do PMDB, vice governador de Montoro, em segundo logo atrás.  Inesperadamente o PTB lança Antonio Ermírio de Morais que atinge, de imediato um segundo lugar, próximo a Maluf, jogando Quércia lá para baixo ( 9 % nas pesquisas ).   Quércia parecia liquidado, a questão seria Maluf ou Antonio Ermírio.   O resultado final foi Quércia vitorioso, Maluf em segundo e Antonio Ermírio lá atrás.  Não quer dizer que isso vá se repetir.  Cada caso, é um caso. Apenas significa que em um processo eleitoral tudo pode acontecer.  Inclusive nada.

Mãos à obra!!

 

 

Marina candidata e o PT no exercício de suas ações imorais

Marina candidata.  Uma aventura

Marina Silva é candidata a Presidente da República.  Ajoelhou, vai ter que rezar.  Isto é, vai ter que dizer tudo o que pensa sobre todas as coisas.

Ninguém põe em dúvida a sua integridade moral.  Mas também ninguém tinha dúvidas sobre a integridade de Dilma Rousseff, e o governo dela está sendo um desastre para o país.  É preciso lembrar que a nossa atual presidente tinha ao seu lado um grupo consistente de quadros políticos, alguns que já estavam exercendo o ofício no governo Lula, a despeito da perda provocada pelo mensalão.  Se grande parte desse grupo transformou-se, no exercício do governo, em uma gang, agasalhada por Dilma, de predadores do Estado brasileiro, são outros quinhentos.

Marina começa sem nada.  Sua Rede ainda não nasceu e quando nascer saberemos que bicho será.  O seu hospedeiro é o PSB que não tem quadros, nem nutre grande simpatia por ela.  Ela está só e, no primeiro momento, isso parece uma virtude porque ela não se macula com o lixo político que infesta a vida das instituições do país.  Quer ganhar com esta imagem.  E se ganhar, como vai governar? O sistema democrático brasileiro é constituído de 3 poderes.  Além do Executivo e do Judiciário, temos o Poder Legislativo, eleito pelo voto popular, o que lhe dá legitimidade.  Ele não lhe será nada dócil.

Assim, não basta parecer uma santa, uma imagem da Madre Teresa de Calcutá.  Precisará governar, se vencer, com uma realidade que não lhe será favorável.  Por isso, eleitor, é bom saber como ela o fará.  Eu também quero derrotar a Dilma e tirar essa corja que assumiu o poder, mas tenho responsabilidades como cidadão desse país.  Mergulhar no espaço vazio, sem paraquedas, não!

Mais um tesoureiro nacional do PT na berlinda

Deve ser um carma dos tesoureiros do PT.  O anterior, Delúbio Soares, está na cadeia.  O atual, João Vaccari, logo vai.  Como eu já escrevi, Vaccari é réu em ação criminal sobre o desvio de 70 milhões da Cooperativa Habitacional dos Bancários ( Bancoop ), denunciado pelo Ministério Público por formação de quadrilha, estelionato e lavagem de dinheiro.  Agora Vaccari é acusado, por um laranja do doleiro Alberto Youssef, como o sujeito que tratava de operações de fundos de pensão das estatais, que o PT domina, com empresas do doleiro.  Essa gente tem uma ousadia que ultrapassa a nossa imaginação.

Dona Nalvinha

A trabalhadora rural Marinalva Gomes Filha, a Nalvinha, moradora da zona rural de Paulo Afonso no sertão da Bahia ganhou, pouco antes da gravação que lhe foi pedida para o programa eleitoral de Dilma Roussef, uma prótese dentária, com dois dentes da frente, e um fogão à lenha, além de um muro construído para protegê-lo contra o vento.   Seus vizinhos também pediram o fogão, mas ainda não o receberam.  Para a gravação do programa Nalvinha recebeu Dilma e Lula e, emocionada, disse que eles são a “mãe” e o “pai”.  O cínico governador da Bahia, o petista Jacques Wagner, declarou que “todo mundo põe roupa bonita para receber a presidenta”.  É a marca do atraso que, um dia, o PT combateu.  Hoje esse partido é o próprio atraso.

Como nunca antes nesse país

 

Como nunca antes nesse país, chegamos ao fundo do poço?

No último mês de julho a geração de empregos registrou recorde negativo para o mês, a menor geração nos últimos 15 anos.  Foram criadas apenas 11,8 mil novas vagas no mês, 71% a menos que em julho de 2013.   Como nunca antes nesse país.

Também de janeiro a julho deste ano foram criados 632 mil empregos, 275 mil a menos que no mesmo período de 2013, pior resultado desde 2009, auge da crise global.

Junho já tinha sido ruim e julho foi pior ainda: de um mês para o outro, a geração de empregos foi 53% menor, o que reforça a constatação de que o país parou – ou melhor, foi parado, por esse governo inepto.

A indústria da transformação então é um desastre.  Demitiu 15,4 mil no mês. Desde abril, já são 74 mil empregos destruídos no setor, segundo o Valor Econômico. Os serviços se mantiveram no terreno positivo, mas num ritmo equivalente a apenas cerca de ¼ do que vinham gerando tradicionalmente no mês.  E no ano, até agora, o comércio já matou 50 mil postos de trabalho.

Mas o pior ainda é que em julho a população ocupada caiu em comparação com o mesmo mês de 2013.  É a primeira vez que isso acontece, desde 2003.  Será o fundo do poço, ou ainda não é?  Não perguntem à Dilma, porque ela está à beira de um ataque de nervos.

A novela das ferrovias

Continua como tudo no país. O setor está parado.  A última tentativa do governo federal foi encontrar alguém para operar trens no trecho de 855 km da Ferrovia Norte-Sul,  entre Anápolis e Palmas, Goiás e Tocantins, recém inaugurado mas sem uso porque a Dilma e o Lula só pensaram em construí-lo, não operá-lo.  Só uma empresa se candidatou, e ainda sob condições, ou seja, não houve proposta pois estava condicionada.   É o fim da picada.  O próprio diretor da Valec, responsável pela estrada, achou que o processo era atabalhoado. Ele diz que é o preço por querer acelerar as coisas, imaginem….  Presidente Dilma, tenha a paciência!

Eu ouvi

Ouvi no horário eleitoral sobre o Padilha, candidato do PT a Governador, que ele foi alfabetizado aos 4 anos de idade.  Fiquei impactado.  Tão jovem e já tão culto.  Uma notícia importante para a decisão do eleitor!

Gente esperta

Graça Foster e Nestor Cerveró, atual presidente e ex diretor da Petrobrás, respectivamente, transferiram parte de seus bens para parentes, antes da decisão do TCU que tornou indisponíveis os dele e ameaça tornar indisponíveis os dela.   Isso é semelhante à chamada fraude ao credor quando o devedor se desfaz de seus bens para não tê-los penhorados quando é condenado a pagar.  Mas já foram desmascarados.  Pensam que são espertos.

Esse Skaf

Vi a sua propagando eleitoral na TV.  O homem é bom de tudo, segundo ele próprio.  É um imenso conjunto de autoelogios, com uma arrogância que mostra a verdadeira personalidade.   Ele vai fazer tudo o que os outros não fizeram, não porque ele tenha projetos  concretos, mas porque ele é “o bom”.  Com um passe de mágica vai dobrar as linhas de metrô e vai trazer água potável à vontade para todos.  Um aventureiro.

Paulo Roberto Costa começa a falar

O ex diretor da Petrobrás, ora preso, começa a falar e, segundo os jornais, fez acordo de delação premiada e atribui a Nestor Cerverá, ex diretor da área internacional da companhia, a responsabilidade pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.   O mais interessante no depoimento à Comissão Interna de Apuração da Petrobrás é que ele diz que as tais cláusulas do contrato de compra da refinaria – a put option ( de saída ) e a marlim ( de rentabilidade ) não foram submentidas a conhecimento, nem da Diretoria Executiva da empresa, nem ao seu Conselho de Administração.  Uma das cláusulas protege o vendedor, pois caso haja desentendimento, os novos proprietários são obrigados a comprar as partes remanescentes.  A outra garante ao sócio que vendeu uma parte de sua propriedade, tenha um dividendo mínimo sobre o que sobrou, ainda que a empresa tenha prejuízo.   Foram essas cláusulas que levaram ao prejuízo que a Petrobrás teve, origem do escândalo que abala a República.

Mas se é pra valer o acordo de delação premiada, vem muita m…. por aí.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dilma evasiva na entrevista e a nova pesquisa

 

Entrevista de Dilma ao JN

Feita no Palácio da Alvorada, seu habitat natural.  Por que esse privilégio, não se sabe.  Ela conteve sua natureza agressiva, diante das questões cabeludas colocadas pelos entrevistadores, mas deu pra perceber que não era natural, era uma postura estudada, treinada.  De fato, estava à beira de um ataque de nervos.  Fez exatamente o que o Maluf sempre fez: deu respostas que não tinham nada a ver com a pergunta.   E diante da interrupção do entrevistador, já que estendia a resposta para evitar as perguntas, ela se fez de boba e disse :  “então continuando o que eu estava dizendo” e lá continuou seu palavrório.  Fez o discurso que queria, de forma desconexa, sem levar em conta o que se perguntava.  Irritada, não conseguiu impedir que sua verdadeira natureza – a arrogância – se revelasse.  Em seguida à entrevista, imagino que soltando os impropérios que os que a conhecem comentam, ela cancelou sua participação em entrevista na Globo News.

Na questão da Saúde a entrevistadora contestava a eficiência do governo em face dos 12 anos de governo petista.  Dilma enrolou.  Pra ela a situação da saúde no país é razoável.  E a entrevistadora repetia, “mas depois de 12 anos, presidente”, mas ela estava olímpica não dava atenção para a jornalista.

Diante da corrupção no seu período de governo, não soube explicar nada, nem o fato de nunca ter criticado seus companheiros – que foram tratados pelos petistas como vítimas – e aliados pelos crimes cometidos.

Acho que as pessoas perceberam a sua personalidade e sua fuga das questões colocadas.  Não acho que se saiu bem.

Pesquisa Data Folha

Criou enorme “frisson” na mídia escrita.  Porém, nada de novo e nenhuma surpresa.  Marina candidata tem o que sempre teve.  Até um pouco menos do que já teve nas pesquisas do primeiro semestre. Ela tem “recall” e oferece uma alternativa aos desiludidos, os contra os políticos, como se ela não fosse um deles.

Dilma e Aécio ficaram na mesma.  É possível que, não houvesse a morte de Eduardo Campos, os dois teriam subido.  Perderam um pouco para a Marina.

A única coisa que ficou certa, transparente, para os que não queriam ver, é que haverá segundo turno.  Agora é a hora da verdade.  É a voz do povo soberano.

 

 

Eleições, política e economia

Derrota da dupla Lula/Dilma

Tentaram mas não conseguiram.  Marina será candidata.  Eduardo Campos estava, sabidamente, fora do páreo.  Marina é incógnita.  Agora o segundo turno é certo.   E não vão poder atacar só o Aécio, vão ter de cuidar da Marina.  Não vão poder usar contra ela, se ela estiver bem posicionada nas pesquisas, o que querem usar contra o Aécio:  candidato da burguesia, da elite, da direita, do atraso, do retrocesso.  Dos ricos contra os pobres.  Sacanagem pura, mas já funcionou no passado contra os candidatos do PSDB.    Como ninguém sabe como será o segundo turno a gang está em polvorosa.

Dilma e a Petrobrás. Cara de pau.

A Petrobrás foi usada nas últimas eleições pela dupla Lula/Dilma como instrumento contra a oposição.  Distorções e mentiras foram armas manipuladas sem qualquer escrúpulo para colocar na testa dos opositores uma marca que não lhes cabia.  Agora vem a presidente dizer: “Se tem uma coisa que se tem que se preservar, porque tem que ter sentido de Estado, sentido de Nação e sentido de País, é não misturar eleição com a maior empresa de petróleo do País.  Não é correto, não mostra qualquer maturidade“.  E aí, gente, dá pra aguentar???

O varejo e o emprego também caem.  A economia vem abaixo.

A menos da inflação, tudo cai.  Agora as quedas chegaram ao varejo, o que sinaliza perda do poder aquisitivo da população.  Em junho as vendas recuaram 0,7%, pior resultado desde maio de 2012.  O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,7% em julho, ante junho e na comparação com o mesmo mês do ano passado, o nível de emprego caiu 4%.   A FGV projeta recuo no PIB do segundo trimestre e o BC tem indicador que mostra contração de 1,2% nesse período.  Tudo desaba.

 

Notas de uma semana triste

 

 Lula e Dilma não querem Marina

Triste momento da vida política brasileira.   Morreu Eduardo Campos que, independentemente dos resultados que teria nesse pleito nacional, era uma figura que despontava como uma liderança de peso, inteligente, democrática, moderna e avessa aos preconceitos com que uma dita esquerda, atrasada, nos persegue há décadas.  Com ele, no acidente, mais seis pessoas, dentre as quais o ex deputado Pedro Valadares, uma jovem e excelente figura política de Sergipe, com quem convivi no Congresso Nacional.

Lula e Dilma fazem todo o esforço para extrair dividendos desse momento dramático.  Buscam, através de seus vassalos no PSB, impedir a candidatura, mais que natural, de Marina para substituir o líder morto.  Com isso estariam mais perto de evitar a ocorrência de um segundo turno, no qual a rejeição ao PT e aos seus candidatos ficará mais evidente.

Título maroto da Folha

No caderno cotidiano, o título afirma que “SP tem 2,1 milhões de pessoas sob racionamento oficial de água”.  O sub título é “ Cortes no abastecimento vão de 4 horas a 2 dias em 18 cidades do Estado”.  E no sub sub título, “Guarulhos passou a adotar a medida após a Sabesp diminuir o volume enviado do sistema Cantareira”.   Só mais adiante o texto esclarece que o levantamento foi feito pela Folha com mais de 200 municípios que não são operados e atendidos pela Sabesp, e que nas 364 cidades por ela operados não há racionamento.  Para conhecimento do eleitor em 281 municípios do Estado o fornecimento de água é responsabilidade dos próprios municípios.   E não esclarece que Guarulhos compra – e não paga – água em bruto da SABESP, tem uma dívida enorme  e que a SABESP diminuiu o fornecimento do Cantareira à cidade na mesma proporção da economia que conseguiu nos demais municípios por ela atendidos.

Continuam os cortes em vagas no mercado de trabalho

No primeiro semestre do ano as lojas demitiram 84 mil funcionários a mais do que admitiram.  Julho também foi um fracasso.  Até agora só a indústria vinha mais demitindo que contratando.  Agora também o comércio.  A coisa vai de mal a pior.

Dilma continua falando, falando…

Ela classificou de “factoides” as suspeitas que envolvem negócios e dirigentes da Petrobrás.  A empresa já perdeu metade do seu valor de mercado, multiplicou sua dívida por quatro, está levando muitas empresas fornecedoras à bancarrota e está com os bens de seus diretores bloqueados pelo Tribunal de Contas da União.  Para ela tudo obra da oposição e dos pessimistas ( a Getúlio Vargas calcula que o pessimismo só foi igual no período Collor ).  Inclusive da Polícia Federal que mandou prender um ex diretor e insiste que existiu um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro operado pelo lobista preso, Alberto Youssef, o que foi confirmado por sua contadora, em benefício do PT, do PMDB e do PP, base de sustentação da presidente.

Esse Alberto Youssef

Ele está preso e tem muito a contar.   A sua contadora já está cantando e contando.  Inclusive que ele recebia a visita do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o mesmo envolvido no escândalo da Cooperativa dos Bancários de São Paulo, da qual foi presidente, amparado pelo Ricardo Berzoini, ex presidente do Sindicato, e atual ministro da Dilma.  O rombo na cooperativa afetou milhares de pessoas que pagaram e não receberam sua moradia.  Que turma, hein?

Agência federal manda SP liberar mais água

A ANEEL manda SP liberar água da represa do rio Jaguari ( que nasce e corre em SP ) para suprir o rio Paraíba do Sul a fim de possibilitar o fornecimento de energia elétrica na usina da Light no Rio de Janeiro.  O governo de SP faz bem recusando a ordem pois a prioridade, de acordo com a lei e com o bom senso, é água para o consumo humano.  Energia elétrica tem várias fontes, inclusive termo elétricas.  Água só tem uma: os rios.

“Só louco investe no Brasil” afirma empresário lulista          

Frase dita por Benjamin Steinbruch no Congresso do Aço, em São Paulo.   Confirma que grandes empresas já estão demitindo e diminuindo a produção.   Ele é presidente da Companhia Siderúrgica Nacional e é o presidente interino da Fiesp.  Também o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química disse que a indústria química será brilhante, mas só na próxima década, em face da enorme queda de investimentos.  Lembro que o Steinbruch era um dos lulistas mais entusiasmados.  Se até ele caiu fora, imaginem os outros menos otimistas com o PT.  Quando o barco faz água…

Rui Falcão trata Dilma como uma coisa qualquer

Em entrevista ao jornal Valor o presidente do PT, Rui Falcão, disse que a participação de Lula em um eventual segundo mandado de Dilma será maior que no atual governo.  E completou “precisamos eleger Dilma para o Lula voltar em 2018”.   E assim, o Brasil está salvo.

Ele reconhece o insucesso do poste que Lula colocou em pé e acha que Lula pode energizar o governo que já acabou.  Não contente com isso já faz projetos para daqui a quatro anos, com eles no governo.  Não lhe passa na cabeça que vivemos, ou queremos viver, em uma democracia, com alternância do poder.  Não mudou nada, não se libertou dos dogmas do passado, dos conceitos de democracia como instrumento e não como um fim em si mesmo que possibilita a construção de uma sociedade mais solidária e feliz.

O Brasil de Dilma e Lula  

 

Dilma vai mal

Em Guarulhos, cidade administrada há muito tempo pelo PT, Dilma aparece com 27% nas intenções de voto.  Aécio tem 19%, Eduardo Campos tem 7% e o pastor Everaldo 5%.  A rejeição da Dilma é 47%, do Aécio é 10%, do Eduardo 6% e do pastor 8%.  Dilma vai perder ainda no primeiro turno.  No segundo, de lavada.  Por isso o foco dela na campanha é o Estado de São Paulo.  Tarde demais.  No nosso Estado ela não engana mais.

Até o Governador do Piauí reclama

O Governador do Piauí, Zé Filho, do PMDB, diz que está sofrendo retaliação do governo federal “só porque estou votando nesse Aécio”. Só por isso, Governador?  É novidade?  Eles sempre foram assim mesmo.

A CPI da Petrobrás.  Culpa no cartório

A oposição não participa da CPI do Senado sobre os escândalos na Petrobrás.  Ainda assim o Palácio do Planalto e os gabinetes das lideranças do PT na Câmara e no Senado prepararam perguntas – e fizeram um treinamento – para serem respondidas, decoradinhas, pelos inquiridos envolvidos.  Haja culpa no cartório…

E vai mal…

A estatal Petrobrás se comprometeu a comprar pelo menos 55% dos equipamentos e serviços no Brasil, mas a indústria só consegue entregar 15%.  Com isso a produção não deslancha e somos obrigados a adquirir combustíveis no exterior.  Lembram-se do Lula com as festas sobre a auto suficiência do Brasil na produção de petróleo?

IBOPE da semana a nível nacional

A diferença no primeiro turno entre Dilma e Aécio que era 16 pontos passou a 15 pontos.  No segundo turno a diferença era de 8 pontos e agora passou a 6.  Relativa estabilidade mas com viés de continuidade na queda da diferença.   A ressaltar que do primeiro ao segundo turno Dilma ganha apenas 4 pontos, Aécio ganha 13 pontos.  A brutal rejeição que ela tem não permite que cresça muito entre um turno e outro.  Mas o jogo vai começar, de fato, agora, com os candidatos na TV.  Veremos quais vão ser as inflexões que, provavelmente, ocorrerão.

PT o partido da ordem

Padilha – para quem não sabe é o candidato do PT a Governador do Estado – acusa o governo atual de SP de leniência com o vandalismo e a danificação do patrimônio.  Não soa estranho para qualquer um que acompanha a vida desse partido desde o seu nascedouro? Padilha não tem o senso do ridículo?

 

Dilma e seu governo enrolados no TCU

O TCU decidiu bloquear os bens dos diretores da Petrobrás que foram responsáveis pela operação de compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.  Mas os conselheiros do Tribunal de Contas esqueceram de arrolar também a atual presidente da empresa, a Graça Foster, que na época era diretora da estatal.  Por que esqueceram, ninguém sabe.  Mas agora foram lembrados dessa lacuna.  E tentam preenche-la.  Vai daí que o governo vem fazendo de tudo para empurrar a decisão para depois, quem sabe após as eleições, inclusive ansiando pela aposentadoria do relator José Jorge que se aposenta compulsoriamente em novembro.  Até o advogado geral da União, Luís Inácio Adams, entrou na parada.  Ele que, em tese, nada tem a ver com a Petrobrás que tem seu próprio corpo de advogados.  Mas a Dilma mandou, lá vai ele.

O trenzinho da Dilma

O trem bala continua na lista de prioridades do governo federal, faz parte do PAC, mas continua na gaveta.  É a obsessão dessa tola presidente que já gastou mais de 30 milhões de reais só em estudos, cuja construção se prevê que custará 60 bilhões de reais para transportar alguns milhares de passageiros da elite branca – como ela gosta de citar – recursos esses que dariam para duplicar a rede de Metrô de São Paulo e do Rio de Janeiro, atendendo diariamente milhões de brasileiros, brancos e coloridos.

O Ministro do Desenvolvimento confessa

O nome dele é Mauro Borges.  Não é um pessimista, conforme a presidente tacha os que se lhe opõe.  É seu ministro. Diz que a indústria brasileira está envelhecida ( 17 anos em média ) e aponta que os países mais diretamente concorrentes do Brasil contam com indústrias de 7 a 8 anos, na média.  Na comparação com os Estados Unidos, diz que a produtividade brasileira é apenas 20% da produtividade da indústria americana.  Ainda existe alguém com inteligência e honestidade no reino da Dilma.  Mas ela não vê, nem ouve.  Só fala.

Governo parado

Em 2012 Dilma lançou um pacote de concessões prevendo a injeção de 80 bilhões de reais na economia no prazo de 5 anos, iniciando por rodovias e ferrovias.  O início demorou e apenas seis lotes rodoviários e dois aeroportos foram concedidos.  De ferrovias, nada.  Portos idem.  Neste ano prevê-se o investimento de um pouco mais de 2 bilhões de reais.  É muito pouco.  Só discurso.

Os aloprados tentam sustentar o projeto de poder permanente do PT

Os aloprados não estão em falta nesse governo.  Não é pra menos.  O candidato a governador de São Paulo em 2006, Aloisio Mercadante, é ministro chefe da Casa Civil.  O então presidente do partido, Ricardo Berzoini, é ministro encarregado da ação política.  Os dois foram os cabeças da operação mal sucedida, cujas malas de dinheiro para comprar um dossiê fajuto foram pegas com funcionários petistas em um hotel, para tentar comprometer Serra com atos desonestos no Ministério da Saúde.  Lula ficou tão irritado, não com a operação em si, mas com o insucesso dela, que deu aos malandros o nome de aloprados.  Mas eles não desistem.  O recurso a métodos imorais é o mesmo.   Agora fazem alterações nos perfis de jornalistas na internet a partir de computadores do Palácio do Planalto; desmoralizaram a CPI da Petrobrás no Senado articulando as perguntas e respostas a serem dadas na CPI; elaboram listas negras de jornalistas a serem acompanhados por serem tidos como da oposição.  Podemos imaginar o que vem por aí, a partir do início dos programas de propaganda eleitoral.  E a Dilma declara, sem enrubescer, que a alteração de perfis na internet é “inadmissível”.  Quem vai liderar as investigações?  O próprio chefe da Casa Civil, o aloprado-mor.

 

 

 

 

Os fundos “abutres”, a Dilma e o Santander

 

Em 2008 alguns fundos de investimentos compraram títulos da moratória argentina de 2001 por um valor nominal de US$ 428 milhões, mas na realidade pagaram por esses papéis muito menos do que isso, cerca de US$ 0,30 ou 0,40 para cada US$ 1 nominal do título, segundo o governo argentino.

Esses papéis foram adquiridos de investidores que se recusaram a aceitar a proposta de 2005 de reestruturação da dívida, quando os títulos da dívida pública, que perderam o seu valor na moratória argentina no final de 2001,  foram renegociados.

Naquela troca a Argentina conseguiu uma remissão da dívida de 65% sobre o capital original e uma adesão de 75% do total dos credores. Ela foi reaberta em 2010, operação que atingiu 92,5% de adesão dos credores à renegociação.

Os que rejeitaram esses refinanciamentos são tecnicamente denominados “holdouts”, com uma dívida a seu favor, entre capital e juros, avaliada em US$ 15 bilhões, segundo dados do governo argentino.

São credores individuais e institucionais de Alemanha, Japão, Estados Unidos, Itália – neste caso milhares de aposentados – e também da Argentina.

Desse grupo, os fundos de investimento especulativos representam apenas 1%, mas são os mais beligerantes, com poder de fogo suficiente para contratar poderosos escritórios de advogados.

Esses todos são os que Cristina Kirchner e o governo argentino chamam de “abutres”.  São acusados de extorsão.  Esses “fundos abutres” ganharam da Argentina um milionário litígio na Justiça americana para receber integralmente o valor da dívida.  Cristina está com bronca deles pois a Argentina não tem como pagar.  E ela é, agora, respaldada por Dilma Rousseff e seus associados do Mercosul.

Vale dizer, colocar no mercado títulos dos governos para captar dinheiro de quem quer que seja, sem distinção de qualquer tipo – com encargos determinados e prazos definidos –  isto é, se endividar o país para usar o dinheiro para o bem ou para o mal, como lhes aprouver, é moralmente válido, é parte do sistema capitalista que nos governa. Porém, cumprir os compromissos assumidos é outra conversa.  Se o governo  devedor passa a ter dificuldades, faz-se a moratória e o credor que se dane.  E se não aceitar os termos da moratória, e buscar os seus direitos na Justiça, o investidor passa a ser chamado de “abutre”, “ave de rapina”, seja ele um nababo ou uma velhinha pensionista.

Pois esse também é o conceito de responsabilidade governamental que tem a Dilma Rousseff, nossa presidente.

Fico eu aqui com os meus botões pensando nas economias que tenho – eu e mais milhões de brasileiros – aplicadas em fundos de investimento gerenciados pelo Banco do Brasil e por muitas instituições financeiras.  Grande parte dos recursos dos fundos é constituída por títulos do governo brasileiro, e é através dessa operações que o governo levanta dinheiro para financiar empresas, realizar a copa do mundo de futebol, construir estadas, pagar o funcionalismo, as suas dívidas, etc.  Que segurança tenho de que algum dia o nosso governo não resolva, como fez o da Argentina, promover uma moratória e, se eu não aceitar a sua proposta de negociação, e demandar na Justiça, passe a me chamar também de…”abutre”?

Depois disso a Dilma ainda reclama quando um analista do Banco Santander opina para os seus clientes que se a Dilma ganhar a economia brasileira vai piorar.   Vale dizer, se piorar o meu dinheirinho tem o risco de virar pó.  E se eu me revoltar, vou ser chamado de “abutre”.

Que diferença faz a atitude de Cristina, respaldada por Dilma, daquela  feita pelo Collor quando congelou nosso dinheiro?  Nenhuma.

Não, isso não vai acontecer.  Nem a Dilma vai ganhar, nem “o nosso” vai virar pó.