Dilma evasiva na entrevista e a nova pesquisa

 

Entrevista de Dilma ao JN

Feita no Palácio da Alvorada, seu habitat natural.  Por que esse privilégio, não se sabe.  Ela conteve sua natureza agressiva, diante das questões cabeludas colocadas pelos entrevistadores, mas deu pra perceber que não era natural, era uma postura estudada, treinada.  De fato, estava à beira de um ataque de nervos.  Fez exatamente o que o Maluf sempre fez: deu respostas que não tinham nada a ver com a pergunta.   E diante da interrupção do entrevistador, já que estendia a resposta para evitar as perguntas, ela se fez de boba e disse :  “então continuando o que eu estava dizendo” e lá continuou seu palavrório.  Fez o discurso que queria, de forma desconexa, sem levar em conta o que se perguntava.  Irritada, não conseguiu impedir que sua verdadeira natureza – a arrogância – se revelasse.  Em seguida à entrevista, imagino que soltando os impropérios que os que a conhecem comentam, ela cancelou sua participação em entrevista na Globo News.

Na questão da Saúde a entrevistadora contestava a eficiência do governo em face dos 12 anos de governo petista.  Dilma enrolou.  Pra ela a situação da saúde no país é razoável.  E a entrevistadora repetia, “mas depois de 12 anos, presidente”, mas ela estava olímpica não dava atenção para a jornalista.

Diante da corrupção no seu período de governo, não soube explicar nada, nem o fato de nunca ter criticado seus companheiros – que foram tratados pelos petistas como vítimas – e aliados pelos crimes cometidos.

Acho que as pessoas perceberam a sua personalidade e sua fuga das questões colocadas.  Não acho que se saiu bem.

Pesquisa Data Folha

Criou enorme “frisson” na mídia escrita.  Porém, nada de novo e nenhuma surpresa.  Marina candidata tem o que sempre teve.  Até um pouco menos do que já teve nas pesquisas do primeiro semestre. Ela tem “recall” e oferece uma alternativa aos desiludidos, os contra os políticos, como se ela não fosse um deles.

Dilma e Aécio ficaram na mesma.  É possível que, não houvesse a morte de Eduardo Campos, os dois teriam subido.  Perderam um pouco para a Marina.

A única coisa que ficou certa, transparente, para os que não queriam ver, é que haverá segundo turno.  Agora é a hora da verdade.  É a voz do povo soberano.

 

 

Eleições, política e economia

Derrota da dupla Lula/Dilma

Tentaram mas não conseguiram.  Marina será candidata.  Eduardo Campos estava, sabidamente, fora do páreo.  Marina é incógnita.  Agora o segundo turno é certo.   E não vão poder atacar só o Aécio, vão ter de cuidar da Marina.  Não vão poder usar contra ela, se ela estiver bem posicionada nas pesquisas, o que querem usar contra o Aécio:  candidato da burguesia, da elite, da direita, do atraso, do retrocesso.  Dos ricos contra os pobres.  Sacanagem pura, mas já funcionou no passado contra os candidatos do PSDB.    Como ninguém sabe como será o segundo turno a gang está em polvorosa.

Dilma e a Petrobrás. Cara de pau.

A Petrobrás foi usada nas últimas eleições pela dupla Lula/Dilma como instrumento contra a oposição.  Distorções e mentiras foram armas manipuladas sem qualquer escrúpulo para colocar na testa dos opositores uma marca que não lhes cabia.  Agora vem a presidente dizer: “Se tem uma coisa que se tem que se preservar, porque tem que ter sentido de Estado, sentido de Nação e sentido de País, é não misturar eleição com a maior empresa de petróleo do País.  Não é correto, não mostra qualquer maturidade“.  E aí, gente, dá pra aguentar???

O varejo e o emprego também caem.  A economia vem abaixo.

A menos da inflação, tudo cai.  Agora as quedas chegaram ao varejo, o que sinaliza perda do poder aquisitivo da população.  Em junho as vendas recuaram 0,7%, pior resultado desde maio de 2012.  O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,7% em julho, ante junho e na comparação com o mesmo mês do ano passado, o nível de emprego caiu 4%.   A FGV projeta recuo no PIB do segundo trimestre e o BC tem indicador que mostra contração de 1,2% nesse período.  Tudo desaba.

 

Notas de uma semana triste

 

 Lula e Dilma não querem Marina

Triste momento da vida política brasileira.   Morreu Eduardo Campos que, independentemente dos resultados que teria nesse pleito nacional, era uma figura que despontava como uma liderança de peso, inteligente, democrática, moderna e avessa aos preconceitos com que uma dita esquerda, atrasada, nos persegue há décadas.  Com ele, no acidente, mais seis pessoas, dentre as quais o ex deputado Pedro Valadares, uma jovem e excelente figura política de Sergipe, com quem convivi no Congresso Nacional.

Lula e Dilma fazem todo o esforço para extrair dividendos desse momento dramático.  Buscam, através de seus vassalos no PSB, impedir a candidatura, mais que natural, de Marina para substituir o líder morto.  Com isso estariam mais perto de evitar a ocorrência de um segundo turno, no qual a rejeição ao PT e aos seus candidatos ficará mais evidente.

Título maroto da Folha

No caderno cotidiano, o título afirma que “SP tem 2,1 milhões de pessoas sob racionamento oficial de água”.  O sub título é “ Cortes no abastecimento vão de 4 horas a 2 dias em 18 cidades do Estado”.  E no sub sub título, “Guarulhos passou a adotar a medida após a Sabesp diminuir o volume enviado do sistema Cantareira”.   Só mais adiante o texto esclarece que o levantamento foi feito pela Folha com mais de 200 municípios que não são operados e atendidos pela Sabesp, e que nas 364 cidades por ela operados não há racionamento.  Para conhecimento do eleitor em 281 municípios do Estado o fornecimento de água é responsabilidade dos próprios municípios.   E não esclarece que Guarulhos compra – e não paga – água em bruto da SABESP, tem uma dívida enorme  e que a SABESP diminuiu o fornecimento do Cantareira à cidade na mesma proporção da economia que conseguiu nos demais municípios por ela atendidos.

Continuam os cortes em vagas no mercado de trabalho

No primeiro semestre do ano as lojas demitiram 84 mil funcionários a mais do que admitiram.  Julho também foi um fracasso.  Até agora só a indústria vinha mais demitindo que contratando.  Agora também o comércio.  A coisa vai de mal a pior.

Dilma continua falando, falando…

Ela classificou de “factoides” as suspeitas que envolvem negócios e dirigentes da Petrobrás.  A empresa já perdeu metade do seu valor de mercado, multiplicou sua dívida por quatro, está levando muitas empresas fornecedoras à bancarrota e está com os bens de seus diretores bloqueados pelo Tribunal de Contas da União.  Para ela tudo obra da oposição e dos pessimistas ( a Getúlio Vargas calcula que o pessimismo só foi igual no período Collor ).  Inclusive da Polícia Federal que mandou prender um ex diretor e insiste que existiu um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro operado pelo lobista preso, Alberto Youssef, o que foi confirmado por sua contadora, em benefício do PT, do PMDB e do PP, base de sustentação da presidente.

Esse Alberto Youssef

Ele está preso e tem muito a contar.   A sua contadora já está cantando e contando.  Inclusive que ele recebia a visita do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o mesmo envolvido no escândalo da Cooperativa dos Bancários de São Paulo, da qual foi presidente, amparado pelo Ricardo Berzoini, ex presidente do Sindicato, e atual ministro da Dilma.  O rombo na cooperativa afetou milhares de pessoas que pagaram e não receberam sua moradia.  Que turma, hein?

Agência federal manda SP liberar mais água

A ANEEL manda SP liberar água da represa do rio Jaguari ( que nasce e corre em SP ) para suprir o rio Paraíba do Sul a fim de possibilitar o fornecimento de energia elétrica na usina da Light no Rio de Janeiro.  O governo de SP faz bem recusando a ordem pois a prioridade, de acordo com a lei e com o bom senso, é água para o consumo humano.  Energia elétrica tem várias fontes, inclusive termo elétricas.  Água só tem uma: os rios.

“Só louco investe no Brasil” afirma empresário lulista          

Frase dita por Benjamin Steinbruch no Congresso do Aço, em São Paulo.   Confirma que grandes empresas já estão demitindo e diminuindo a produção.   Ele é presidente da Companhia Siderúrgica Nacional e é o presidente interino da Fiesp.  Também o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química disse que a indústria química será brilhante, mas só na próxima década, em face da enorme queda de investimentos.  Lembro que o Steinbruch era um dos lulistas mais entusiasmados.  Se até ele caiu fora, imaginem os outros menos otimistas com o PT.  Quando o barco faz água…

Rui Falcão trata Dilma como uma coisa qualquer

Em entrevista ao jornal Valor o presidente do PT, Rui Falcão, disse que a participação de Lula em um eventual segundo mandado de Dilma será maior que no atual governo.  E completou “precisamos eleger Dilma para o Lula voltar em 2018”.   E assim, o Brasil está salvo.

Ele reconhece o insucesso do poste que Lula colocou em pé e acha que Lula pode energizar o governo que já acabou.  Não contente com isso já faz projetos para daqui a quatro anos, com eles no governo.  Não lhe passa na cabeça que vivemos, ou queremos viver, em uma democracia, com alternância do poder.  Não mudou nada, não se libertou dos dogmas do passado, dos conceitos de democracia como instrumento e não como um fim em si mesmo que possibilita a construção de uma sociedade mais solidária e feliz.

O Brasil de Dilma e Lula  

 

Dilma vai mal

Em Guarulhos, cidade administrada há muito tempo pelo PT, Dilma aparece com 27% nas intenções de voto.  Aécio tem 19%, Eduardo Campos tem 7% e o pastor Everaldo 5%.  A rejeição da Dilma é 47%, do Aécio é 10%, do Eduardo 6% e do pastor 8%.  Dilma vai perder ainda no primeiro turno.  No segundo, de lavada.  Por isso o foco dela na campanha é o Estado de São Paulo.  Tarde demais.  No nosso Estado ela não engana mais.

Até o Governador do Piauí reclama

O Governador do Piauí, Zé Filho, do PMDB, diz que está sofrendo retaliação do governo federal “só porque estou votando nesse Aécio”. Só por isso, Governador?  É novidade?  Eles sempre foram assim mesmo.

A CPI da Petrobrás.  Culpa no cartório

A oposição não participa da CPI do Senado sobre os escândalos na Petrobrás.  Ainda assim o Palácio do Planalto e os gabinetes das lideranças do PT na Câmara e no Senado prepararam perguntas – e fizeram um treinamento – para serem respondidas, decoradinhas, pelos inquiridos envolvidos.  Haja culpa no cartório…

E vai mal…

A estatal Petrobrás se comprometeu a comprar pelo menos 55% dos equipamentos e serviços no Brasil, mas a indústria só consegue entregar 15%.  Com isso a produção não deslancha e somos obrigados a adquirir combustíveis no exterior.  Lembram-se do Lula com as festas sobre a auto suficiência do Brasil na produção de petróleo?

IBOPE da semana a nível nacional

A diferença no primeiro turno entre Dilma e Aécio que era 16 pontos passou a 15 pontos.  No segundo turno a diferença era de 8 pontos e agora passou a 6.  Relativa estabilidade mas com viés de continuidade na queda da diferença.   A ressaltar que do primeiro ao segundo turno Dilma ganha apenas 4 pontos, Aécio ganha 13 pontos.  A brutal rejeição que ela tem não permite que cresça muito entre um turno e outro.  Mas o jogo vai começar, de fato, agora, com os candidatos na TV.  Veremos quais vão ser as inflexões que, provavelmente, ocorrerão.

PT o partido da ordem

Padilha – para quem não sabe é o candidato do PT a Governador do Estado – acusa o governo atual de SP de leniência com o vandalismo e a danificação do patrimônio.  Não soa estranho para qualquer um que acompanha a vida desse partido desde o seu nascedouro? Padilha não tem o senso do ridículo?

 

Dilma e seu governo enrolados no TCU

O TCU decidiu bloquear os bens dos diretores da Petrobrás que foram responsáveis pela operação de compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.  Mas os conselheiros do Tribunal de Contas esqueceram de arrolar também a atual presidente da empresa, a Graça Foster, que na época era diretora da estatal.  Por que esqueceram, ninguém sabe.  Mas agora foram lembrados dessa lacuna.  E tentam preenche-la.  Vai daí que o governo vem fazendo de tudo para empurrar a decisão para depois, quem sabe após as eleições, inclusive ansiando pela aposentadoria do relator José Jorge que se aposenta compulsoriamente em novembro.  Até o advogado geral da União, Luís Inácio Adams, entrou na parada.  Ele que, em tese, nada tem a ver com a Petrobrás que tem seu próprio corpo de advogados.  Mas a Dilma mandou, lá vai ele.

O trenzinho da Dilma

O trem bala continua na lista de prioridades do governo federal, faz parte do PAC, mas continua na gaveta.  É a obsessão dessa tola presidente que já gastou mais de 30 milhões de reais só em estudos, cuja construção se prevê que custará 60 bilhões de reais para transportar alguns milhares de passageiros da elite branca – como ela gosta de citar – recursos esses que dariam para duplicar a rede de Metrô de São Paulo e do Rio de Janeiro, atendendo diariamente milhões de brasileiros, brancos e coloridos.

O Ministro do Desenvolvimento confessa

O nome dele é Mauro Borges.  Não é um pessimista, conforme a presidente tacha os que se lhe opõe.  É seu ministro. Diz que a indústria brasileira está envelhecida ( 17 anos em média ) e aponta que os países mais diretamente concorrentes do Brasil contam com indústrias de 7 a 8 anos, na média.  Na comparação com os Estados Unidos, diz que a produtividade brasileira é apenas 20% da produtividade da indústria americana.  Ainda existe alguém com inteligência e honestidade no reino da Dilma.  Mas ela não vê, nem ouve.  Só fala.

Governo parado

Em 2012 Dilma lançou um pacote de concessões prevendo a injeção de 80 bilhões de reais na economia no prazo de 5 anos, iniciando por rodovias e ferrovias.  O início demorou e apenas seis lotes rodoviários e dois aeroportos foram concedidos.  De ferrovias, nada.  Portos idem.  Neste ano prevê-se o investimento de um pouco mais de 2 bilhões de reais.  É muito pouco.  Só discurso.

Os aloprados tentam sustentar o projeto de poder permanente do PT

Os aloprados não estão em falta nesse governo.  Não é pra menos.  O candidato a governador de São Paulo em 2006, Aloisio Mercadante, é ministro chefe da Casa Civil.  O então presidente do partido, Ricardo Berzoini, é ministro encarregado da ação política.  Os dois foram os cabeças da operação mal sucedida, cujas malas de dinheiro para comprar um dossiê fajuto foram pegas com funcionários petistas em um hotel, para tentar comprometer Serra com atos desonestos no Ministério da Saúde.  Lula ficou tão irritado, não com a operação em si, mas com o insucesso dela, que deu aos malandros o nome de aloprados.  Mas eles não desistem.  O recurso a métodos imorais é o mesmo.   Agora fazem alterações nos perfis de jornalistas na internet a partir de computadores do Palácio do Planalto; desmoralizaram a CPI da Petrobrás no Senado articulando as perguntas e respostas a serem dadas na CPI; elaboram listas negras de jornalistas a serem acompanhados por serem tidos como da oposição.  Podemos imaginar o que vem por aí, a partir do início dos programas de propaganda eleitoral.  E a Dilma declara, sem enrubescer, que a alteração de perfis na internet é “inadmissível”.  Quem vai liderar as investigações?  O próprio chefe da Casa Civil, o aloprado-mor.

 

 

 

 

Os fundos “abutres”, a Dilma e o Santander

 

Em 2008 alguns fundos de investimentos compraram títulos da moratória argentina de 2001 por um valor nominal de US$ 428 milhões, mas na realidade pagaram por esses papéis muito menos do que isso, cerca de US$ 0,30 ou 0,40 para cada US$ 1 nominal do título, segundo o governo argentino.

Esses papéis foram adquiridos de investidores que se recusaram a aceitar a proposta de 2005 de reestruturação da dívida, quando os títulos da dívida pública, que perderam o seu valor na moratória argentina no final de 2001,  foram renegociados.

Naquela troca a Argentina conseguiu uma remissão da dívida de 65% sobre o capital original e uma adesão de 75% do total dos credores. Ela foi reaberta em 2010, operação que atingiu 92,5% de adesão dos credores à renegociação.

Os que rejeitaram esses refinanciamentos são tecnicamente denominados “holdouts”, com uma dívida a seu favor, entre capital e juros, avaliada em US$ 15 bilhões, segundo dados do governo argentino.

São credores individuais e institucionais de Alemanha, Japão, Estados Unidos, Itália – neste caso milhares de aposentados – e também da Argentina.

Desse grupo, os fundos de investimento especulativos representam apenas 1%, mas são os mais beligerantes, com poder de fogo suficiente para contratar poderosos escritórios de advogados.

Esses todos são os que Cristina Kirchner e o governo argentino chamam de “abutres”.  São acusados de extorsão.  Esses “fundos abutres” ganharam da Argentina um milionário litígio na Justiça americana para receber integralmente o valor da dívida.  Cristina está com bronca deles pois a Argentina não tem como pagar.  E ela é, agora, respaldada por Dilma Rousseff e seus associados do Mercosul.

Vale dizer, colocar no mercado títulos dos governos para captar dinheiro de quem quer que seja, sem distinção de qualquer tipo – com encargos determinados e prazos definidos –  isto é, se endividar o país para usar o dinheiro para o bem ou para o mal, como lhes aprouver, é moralmente válido, é parte do sistema capitalista que nos governa. Porém, cumprir os compromissos assumidos é outra conversa.  Se o governo  devedor passa a ter dificuldades, faz-se a moratória e o credor que se dane.  E se não aceitar os termos da moratória, e buscar os seus direitos na Justiça, o investidor passa a ser chamado de “abutre”, “ave de rapina”, seja ele um nababo ou uma velhinha pensionista.

Pois esse também é o conceito de responsabilidade governamental que tem a Dilma Rousseff, nossa presidente.

Fico eu aqui com os meus botões pensando nas economias que tenho – eu e mais milhões de brasileiros – aplicadas em fundos de investimento gerenciados pelo Banco do Brasil e por muitas instituições financeiras.  Grande parte dos recursos dos fundos é constituída por títulos do governo brasileiro, e é através dessa operações que o governo levanta dinheiro para financiar empresas, realizar a copa do mundo de futebol, construir estadas, pagar o funcionalismo, as suas dívidas, etc.  Que segurança tenho de que algum dia o nosso governo não resolva, como fez o da Argentina, promover uma moratória e, se eu não aceitar a sua proposta de negociação, e demandar na Justiça, passe a me chamar também de…”abutre”?

Depois disso a Dilma ainda reclama quando um analista do Banco Santander opina para os seus clientes que se a Dilma ganhar a economia brasileira vai piorar.   Vale dizer, se piorar o meu dinheirinho tem o risco de virar pó.  E se eu me revoltar, vou ser chamado de “abutre”.

Que diferença faz a atitude de Cristina, respaldada por Dilma, daquela  feita pelo Collor quando congelou nosso dinheiro?  Nenhuma.

Não, isso não vai acontecer.  Nem a Dilma vai ganhar, nem “o nosso” vai virar pó.

 

 

 

O TCU tenta salvar o pescoço da Presidente

 

Dilma e Lula conseguiram o que queriam: o Tribunal de Contas da União considerou culpados pela compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás apenas os membros de sua Diretoria executiva.  Dilma e os demais membros do Conselho de Administração não serão obrigados a ressarcir os cofres públicos pela operação mal sucedida que trouxe enormes prejuízos à empresa.  A culpa toda é da Diretoria, vão todos para o cadafalso, sejam eles petistas amigos do Lula ou aliados dos partidos coligados.  O negócio é perder alguns dedos e salvar o resto.  Em especial salvar o pescoço da Presidente.

A operação política comandada por Lula foi bem sucedida.  Entrou de sola no TCU e conseguiu reverter o que seria o provável voto do conselheiro relator  José Jorge, contrário à Presidente, que seria derrotado no plenário.  Os outros votos sabe lá Deus quais foram os argumentos.

Vingou a esdrúxula tese de que o Conselho poderia tomar decisões de investimento desse porte baseadas apenas em um relatório técnico resumido que não continha as condições econômicas essenciais do negócio.  Um papelucho mequetrefe que apoiava o gasto de mais de 1 bilhão de dólares.

Porém o fato é que Dilma não era “apenas” presidente do Conselho.  Era o ministro de Minas e Energia, não só possuidora de todos os instrumentos – e responsabilidades – para avaliar os contratos da Petrobrás, como a pessoa responsável por indicar os membros da Diretoria da empresa.  Se não foi a culpada direta pela ação da Diretoria, foi omissa e tem que assumir a culpa que lhe cabe pela ação de seus indicados.  A responsabilidade política é patente.  Não têm atenuantes.  Não há TCU que possa lhe isentar da responsabilidade inerente ao exercício do cargo.

 

O país em recessão explica a degringolada da candidatura Dilma

O país já está em recessão.  Não é crescimento medíocre.  Não é estagnação.  É recuo mesmo.  Recessão.  Fazia tempo que não se ouvia essa palavra no nosso país.

O resultado do primeiro trimestre de 2014 havia sido levemente positivo, de 0,2%  no PIB.  A previsão para o segundo trimestre é de retração do PIB em torno de 0,4%.  A expectativa para o terceiro trimestre também é negativa.  Ainda que haja resultados positivos no quarto trimestre, o resultado final do ano se aproxima de 0%.   O fato é que hoje já estamos em recessão.

O que tem forçado as revisões para baixo é, sobretudo, o mau momento da indústria. Um dos principais motores do crescimento, o setor desabou e continua a apontar para quedas intensas nos próximos meses. Beneficiada pelos pacotes fiscais lançados pelo governo — isenções de tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de carros, máquinas de lavar e até móveis para a casa —, a indústria havia ganho sobrevida. A realidade só bateu à porta das fábricas quando o consumo em disparada incentivou empresários a remarcarem preços. A consequência foi uma escalada da inflação que engoliu a renda das famílias e levou a prejuízos para toda a economia. A produção industrial quase estagnada e o desempenho ruim do mercado de trabalho em junho — o pior resultado em 16 anos — sinalizam que a economia enfrenta um período de retração que se transforma em recessão.  Os empresários pararam de investir o que derruba o PIB.  O setor de serviços que vinha se comportando de maneira ainda positiva, mostra sinais de desaceleração.  Nada nos faz crer que os próximos meses sejam diferentes.  O processo de retração deve continuar.  Em suma o futuro é preocupante.

Esse quadro econômico explica os resultados das pesquisas eleitorais que estamos conhecendo.  A queda de Dilma nas intenções de voto e na avaliação de seu governo é lenta, mas gradual e inexorável antes mesmo do conhecimento mais aprofundado que se tem dos seus adversários, o que só será possível após o início efetivo da campanha nos grandes meios de comunicação.   No momento as pesquisas indicam intenção de voto em Dilma e contra ela.  E essa segunda opção já é majoritária.  Entre ela e a soma dos outros, vence um outro.  E é só o começo.

 

 

 

Copa do Mundo: bom, mesmo, é o povo brasileiro!

Perdemos a Copa do mundo de futebol, mas ficamos entre os 4 melhores.  Não é ruim.  Ruim foi o Lula e a Dilma venderem a ideia de que, sendo a Copa aqui no Brasil, teríamos mais facilidades para vencer.  Ledo engano.  Ruim, também, a publicidade em torno da construção de um sem número de obras de infra estrutura que seriam o legado da Copa.  Pura mistificação.

Ruim mesmo é ouvir o Lula dizer que as vaias foram de uma “elite branca” que ocupa os assentos dos estádios e a Dilma dizer que é preciso parar de “exportar” os nossos talentosos jogadores.

O Lula não sabia que com os preços das entradas nos estádios só lá estariam convidados especiais – uma elite – com entradas fornecidas pelas grandes empresas do país?  E que qualquer cidadão seria afastado dos estádios, ou pelo preço das entradas, ou pelos sorteios para compra que nunca favoreciam os meros mortais, de qualquer cor ou raça?  Vejam a foto abaixo para identificar a elite branca.

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Vem a Dilma, agora, falar contra a “exportação”, procurando impedir que os nossos jogadores atinjam o Nirvana possibilitado pelo incrível enriquecimento que as negociações de seus passes e salários no exterior lhes permite ( um Neymar recebe em 1 mês lá fora, mais que um cientista, que trabalha para salvar milhares de vidas, ganha em toda a sua vida ).  Dilma quer fazer-nos crer que assim venceremos a próxima Copa?  Não seria melhor que ela se preocupasse com os milhares de cientistas e profissionais de alta capacidade, que anualmente são exportados para os países que lhes oferecem altos salários e benefícios, depois de sua formação nas nossas instituições públicas, vale dizer, com o nosso dinheiro?  Esses são atraídos para outros países para neles criar riquezas ou salvar vidas.

Não seria mais adequado formular uma legislação que estabelecesse a responsabilidade dos dirigentes das entidades esportivas – clubes, federações e confederações – entidades privadas que não pagam à Previdência pública e que também não vão pagar os empréstimos que levantaram para construir os estádios de futebol?  Deveriam responder pelos prejuízos que provocam ao cidadão ou ao poder público como em qualquer ramo de negócio.

Não seria mais sério e responsável Dilma se preocupar com o uso e as despesas de manutenção dos enormes estádios em cidades que nunca terão público para preenchê-los?

Dilma fala em renovação do futebol.  Ela quer renovar o quê?  Fala sem saber o que diz.  Por que não incentivar as demais modalidades esportivas, principalmente durante a vida escolar dos jovens?

O governo defendia a Copa feita no Brasil pelos resultados econômicos que se teria o país com a vinda de milhares de torcedores dos diversos países.  E o que aconteceu?  Grande parte dos turistas eram mochileiros que mais produziam despesas do que receitas  ( infra estrutura adequada para ficar com suas barracas, policiamento especial para segurança pública, providências para atendimento médico, se necessário, locais – sambódromo, autódromo para se instalar, etc ).  Só produziram resultados econômicos positivos aqueles que se instalaram em hotéis de melhor qualidade.  Mesmo assim, muitos hotéis e restaurantes ficaram frustrados com os resultados.

Os aeroportos, de fato, tiveram um grande avanço no que se refere à sua ampliação.  Com mais de dez anos de atraso, fez-se algo absolutamente necessário que já deveria ter sido feito.  Quanto à segurança e à mobilidade, Estados e Municípios deram conta do recado.  O governo federal aplaudiu.

Bom  mesmo é o povo brasileiro, que recebeu a todos com muito carinho.  Ponto que terá repercussão no exterior, limpando um pouco o nome do Brasil manchado pela repercussão negativa -  muitas vezes ampliada – de acontecimentos negativos do dia a dia de nossas cidades e pela corrupção que se espraiou pelo país.

A Copa e as eleições de outubro. Não subestimar a capacidade de pensar do brasileiro.

 

A grande maioria da população está ausente da discussão e da preocupação quanto à relação entre a Copa do Mundo de Futebol e as eleições deste ano.  Mas alguns milhares de brasileiros que acompanham e vivem a vida política do país se digladiam em uma discussão acaciana:  a vitória do Brasil ajudará a eleição de Dilma Rousseff?  A derrota do Brasil aumenta as possibilidades da oposição?

É fato que a questão da Copa não se resume ao resultado futebolístico.  Como o Brasil é a sede do evento, a discussão é sobre a sua organização.  Se boa, ponto para governo.  Se má, ponto contra.  E por quê?  Porque o Lula resolveu bancar que a sua realização fosse no Brasil, evidentemente com intenções políticas.  É incrível que com tanta experiência que já tivemos no Brasil muitos ainda acham que o futebol aliena.  Vale dizer, que o povo é alienado.  Não é, nem nunca foi.  Pelo contrário, é muito pragmático, ainda que esse pragmatismo não signifique plena consciência do que deve ser feito a curto prazo para que não tenhamos de lamentar os resultados a longo prazo.

A FIFA, a real responsável pela Copa, é uma entidade privada.  Ela é hábil em misturar as coisas, fazendo parecer que o evento esplendoroso é um inocente evento público.  Mas não é.  O poder público, diante de um espetáculo que atrai grande público tem a obrigação ( ou melhor, acaba tendo  a  obrigação) de dar as condições de estrutura da cidade e do país, no que respeita à mobilidade, à segurança, e à tudo que pode resultar em bem estar da população.   A FIFA ( assim como o COI – Comitê Olímpico Internacional ) como entidade privada, “dona” da marca Copa do Mundo de Futebol, tem como objetivo maior o seu negócio, que realiza possibilitando que centenas de empresas ampliem também os seus negócios, inclusive usufruindo da publicidade inerente para obterem mais lucros.  E seus dirigentes, por diversas vias, legais ou não, se beneficiam deles.  Essa Copa das Copas é uma fonte de riquezas para muitos.

Nenhuma objeção teríamos se a Copa não envolvesse bilhões de reais em recursos públicos.  Quando Governador do Estado de São Paulo fiz questão de destacar esse fato e não autorizei nenhum gasto específico nos estádios, públicos ou pertencentes ao clubes de futebol, nem qualquer subsídio estatal.  E o mesmo fez o governo do Estado na atual administração  Mas o governo federal não se comportou da mesma forma.  Além das formas que ainda não contabilizamos – mas haveremos de conhecer – usou bancos estatais para financiar os gastos da Copa.  Esses financiamentos são feitos a juros subsidiados, isto é, o poder público banca os custos de captação desse dinheiro e os investimentos deixam de ser dirigidos para áreas que são carentes dos recursos do poder público.  Também o governo municipal de São Paulo, apesar das juras em contrário, possibilitou operações em que ele se responsabiliza por parte dos investimentos.  O mesmo acontece em todos os Estados e Municípios em que os jogos se realizam.

Portanto o sucesso da Copa é o sucesso das disputas de organizações privadas, a FIFA e as Confederações de cada país, em cima de um esporte que é um dos mais populares do mundo, no qual o brasileiro, no caso, deposita seu amor e carinho e torce autenticamente sem saber o que está atrás de tudo isso.

Faço essa constatação independentemente do meu prazer em acompanhar esse esporte, desde tenra idade, desde que vivia no bairro em que nasceu o meu Corinthians, chegando a ser eu, até, um bravo “gavião” da Fiel.  Porém nada disso me cega.

Mas se a Copa é um sucesso no entusiasmo dos confrontos nos campos e nos lucros das entidades internacionais de futebol – privadas, lembro mais uma vez – é um resultado tacanho, se não criminoso, no que se refere à herança a ser deixada pelo evento, mesmo que algumas obras que já deveriam ter sido feitas há muitos anos, como as dos aeroportos, que estavam em petição de miséria nas mãos da malfadada estatal Infraero, tenham saído do papel.

A questão é:  o que será dos grandes estádios -  que vão se transformar em enorme peso para os clubes e para o poder público – à medida que os empréstimos tenham de ser pagos e a manutenção, caríssima, tenha de ser feita?

Essa questão nunca foi olhada com a responsabilidade devida.  Mas a conta virá.  Assim como os clubes são grandes devedores de contribuições devidas à Previdência pública, aumentarão o seu passivo e sua inadimplência.  De um jeito ou outro, o povo paga.

Hoje tudo é alegria.  Mesmo ganhando ou perdendo, a seleção brasileira ( já estamos entre as 4 melhores seleções do mundo ) e os jogos em geral são um sucesso.  Hoje é a carraspana.  A ressaca vem em seguida e vai ser dolorosa, campeões ou não.

Voltando à inicial, se o Brasil ganhar, ou se o Brasil não for campeão, isso muda alguma coisa no resultado eleitoral que teremos em outubro?  Creio que não.  As competições anteriores são prova suficiente de que não há qualquer relação entre a Copa e as eleições.  A alegria momentânea que teremos, ou a tristeza que vier, não altera a realidade da vida, do cotidiano, de cada cidadão.   Não alterará, pois, o resultado eleitoral de outubro.  Nessa disputa as questões que serão o motivo de decisão do eleitor são as que mexem com a sua realidade e com as suas expectativas de um futuro melhor.

Por favor, não subestimem a capacidade de pensar do brasileiro.

 

Como nunca antes: Brasil, um país à deriva  

 

As piores previsões sobre a economia brasileira vão se confirmando.  Não bastasse a inflação renitente acima de 6%, a projeção de um baixo crescimento do produto bruto, próximo a 1%, os investimentos paralisados, a baixa produtividade da economia, as receitas de exportação cada vez menores com a queda dos preços dos produtos agrícolas causando uma balança comercial deficitária, e a queda das receitas tributárias – agora aparece com toda intensidade a desaceleração da criação de vagas no mercado de trabalho – talvez a única variável que ainda se mantinha positiva para sustentar a política econômica desse governo e a chance de reeleição da presidente.

O mercado formal de trabalho no país criou apenas 59 mil vagas em maio, o pior resultado para o mês desde 1992, menor que o resultado do ano passado que havia sido a criação de 72 mil vagas e menos da metade dos menores resultados do período de 22 anos, que foram 2003, 2009 e 2012, além de 2013.  A característica mais danosa dessa baixa criação de empregos é que a indústria encolheu e o resultado medíocre mas ainda positivo só foi possível pelos resultados da agricultura e dos serviços.  Se levarmos em conta que em maio se concentraram obras e serviços em função da Copa, podemos imaginar o que nos espera nos próximos meses.

O governo federal continua com suas estripulias que alguns chamam de criatividade.  Acaba de dar novas áreas do pré-sal para exploração pela Petrobrás, sem licitação.  Com isso a Petrobrás – que já não está bem das pernas – pagará à União 13 bilhões de reais durante cinco anos, dos quais 2 milhões só nesse ano, para uma exploração que deve dar resultados a partir de 2020.  Para tentar manter o superávit fiscal – essencial para sustentar a já débil posição do Brasil diante do mercado financeiro internacional – vende os direitos que tem sobre o petróleo sacando sobre um ativo que o país deve preservar para o futuro.

O país está à deriva.  A resposta de Dilma é acusar a oposição, a mídia, o mau humor dos empresários, o capitalismo internacional, o sistema financeiro e, se o Brasil não ganhar, o Filipão.  O PT não tem nada mais a oferecer à Nação.

 

 

Dilma vai a pique

 

Em uma pesquisa eleitoral feita 4 meses antes do pleito o que é expressivo? Certamente não é a nebulosa intenção de voto nos candidatos.  Essa fala mais do passado do que do futuro.  No caso atual em nosso país, uma presidente candidata à reeleição, diuturnamente nos meios de comunicação, distribuindo dádivas a torto e à direito, sem se preocupar com o que vai acontecer após as eleições, vai disputar com dois ex governadores, conhecidos apenas em seus Estados, aparece na frente das pesquisas de intenção de volto.  O que isso quer dizer?  Literalmente, nada!  E o que quer dizer a avaliação da detentora do cargo e de seu governo? Tudo!

Para começar, pela primeira vez na série do Ibope, tornou-se majoritário o contingente de pessoas que consideram o governo Dilma ruim ou péssimo. A avaliação negativa da gestão atual é feita por 33% dos entrevistados pelo Ibope, enquanto os que a consideram ótima ou boa somam apenas 31%. Nem no auge dos protestos do ano passado isso chegou a acontecer (na ocasião, houve rigoroso empate em 31%).

Da mesma maneira, são maioria os brasileiros que desaprovam a maneira de a candidata-presidente governar: são 50%, contra 44% que ainda a aprovam. Neste quesito, isso se dá pela segunda vez na atual gestão: em julho do ano passado, Dilma também era mais rejeitada que aprovada (49% a 45%), situação que agora volta a acontecer.

A mesma coisa acontece com o grau de confiança na presidente. Segundo o Ibope, 52% simplesmente não confiam na presidente que os governa, enquanto 41% mantêm a confiança. É a maior marca negativa neste quesito registrada por Dilma – em julho de 2013, a desconfiança também superava a confiança, mas com margem menor (50% a 45%).

As políticas adotadas pela presidente Dilma são majoritariamente desaprovadas pelos brasileiros: educação, saúde, segurança pública, combate à fome e à pobreza, combate ao desemprego, meio ambiente, impostos, combate à inflação e taxa de juros.

Com toda essa desaprovação – governo majoritariamente ruim e péssimo,  desconfiança, e maneira de governar negativas –  Dilma Rousseff vai a pique. Surpresas e milagres existem mas, em geral, não acontecem nas eleições.  E não vai ser a campanha do Lula – “a esperança vencerá o ódio” – que vai pegar, pois durante toda a vida do PT os petistas geraram muito ódio contra seus opositores.

 

 

 

 

A pesquisa do Ibope foi realizada após a abertura da Copa, sugerindo, quem sabe, que a população em geral não compartilhou o repúdio aos péssimos modos da torcida no Itaquerão, como o PT se encarregou de tentar fazer todos crerem – embora sequer os mais destacados porta-vozes petistas, como Gilberto Carvalho, demonstrem acreditar em suas versões…

 

O mais certo é que os brasileiros de fato compartilham a avaliação que o secretário-geral da Presidência da Repúblicaexternou entre militantes e ativistas amigos do PT: “(A percepção de que) Inventamos a corrupção, de que nós aparelhamos o Estado brasileiro, de que somos um bando de aventureiros que veio aqui para se locupletar, essa história pegou.” A pesquisa do Ibope mostra que ele está coberto de razão.

O Cantareira: a verdade não interessa ao PT

 

Dilma afirmou que São Paulo não pode mais confiar no “volume morto” – referindo-se ao uso da reserva de água do Cantareira – ao comentar a eleição estadual na qual o seu candidato já foi rifado por ela.   Mais uma vez demonstra desonestidade intelectual.  Ela e seus assessores petistas sabem muito bem do quadro climático em São Paulo e no Brasil.   Chove torrencialmente no Norte, em diversos Estados do Nordeste, no Sul e mesmo em algumas áreas de São Paulo, como na Serra do Mar, o que provoca uma abundância de água no Guarapiranga.  Mas por um fenômeno climático sem precedentes não chove na bacia que forma o Sistema Cantareira.  Vejam o quadro abaixo (clique na imagem para ampliar):

grafico cantareiraA linha azul é a média histórica de afluência de água para cada mês ao longo dos 84 anos, na área do Cantareira.  A vermelha é a mínima histórica.  E a linha verde é o que aconteceu nos meses de 2014.   Isto é um fenômeno impossível, tecnicamente, de se prever.  A dimensão de qualquer sistema de fornecimento de água leva em conta, na hipótese mais pessimista, as mínimas históricas, nunca algo como metade dessas, como acontece em 2014.

Dilma sabe.  Lula sabe.  O PT sabe.  Mas a verdade não lhes interessa.  Apenas interessa o que lhes possa servir para manter ou ganhar o poder.

Eles fazem o mesmo em outros setores da administração pública.  Sabem, por exemplo, que os índices de criminalidade em São Paulo são os menores do Brasil.  Que as extensões dos sistemas de transporte de massa em trilhos são dezenas de vezes maiores que os existentes em qualquer lugar do país, onde o o governo federal é o responsável.

Mas não lhes interessa.  A verdade não lhes interessa.

 

Os fins justificam os meios, um episódio para mostrar a alma de Dilma, Lula e do PT

 

Eu não estava absolutamente disposto a comentar a vaia e o xingamento que a Dilma Rousseff sofreu na abertura da Copa.  O xingamento constrange, não porque é a Presidente, nem muito menos porque é mulher, ainda que a expressão e as vaias sejam muito usadas em momentos de raiva.  Contudo não é correto, seja o atingido qualquer cidadão, por mais simples que seja.  É muito agressivo.  Intimidador.  Mas não tem nenhuma importância e não vai mudar a vida de ninguém nem do país.

Um presidente ou um governante qualquer está sujeito à isso.  Eu mesmo já senti na própria carne vaias e baixarias no exercício de minhas funções públicas.  Adivinhem que eram os autores?  É isso mesmo: a nossa oposição comandada pelos inocentes petistas que agora tanto protestam.

É certo?  É educativo?  É conveniente?  Não, a meu ver, não é.

Porém as reações do PT e do governo me fizeram mudar minha intenção de não falar. Quem são eles para dar lições de moral para quem quer que seja?  O que já falaram do FHC, do Covas, do Serra, de mim mesmo, não lhes dá o direito de espernear.  Muito menos dizer que é a oposição que incentiva essas agressões.   O PT e sua tropa nada mais estão fazendo do que se aproveitar de um episódio menor, produto do sentimento de uma parte do povo que se expressa de forma equivocada, para criminalizar os oposicionistas que, via de regra, condenam essas atitudes..

Tudo isso faz parte de uma estratégia política.  Em todos os momentos possíveis, até as eleições que se aproximam, eles verbalizarão que estaria existindo um confronto de classes.  Ou melhor das elites contra o povo pobre e sofrido.  Nós somos as elites e eles, pobres coitados, os verdadeiros defensores dos oprimidos.  Essa estratégia sempre foi usada pelos ditadores e pelas ditaduras, em qualquer coloração,  para manter o poder.

Eles, PT e seus aliados no governo, não são elites, segundo o que pretendem fazer-nos acreditar.  Lula e Dilma têm calos nas mãos, trabalhadores que são pelo povo.  Tão discriminados, espezinhados, sofridos, coitados.  Eles e seus amigos – Maluf, Paulo Scaf, Sarney, Renan, Michel Temer – além dos militantes petistas, sindicais ou não, enfiados nos altos cargos do governo federal, simples homens do povo, trabalhadores, agredidos por essa “elite branca, instruída, bem alimentada”, que os vaia porque eles querem o melhor para o povo brasileiro.  É o que eles pensam vender ao nosso povo.

Na verdade eles são sócios desse assalto ao governo que o Brasil está sofrendo. A hipocrisia deles não têm  limites.  Mas os fins justificam os meios.  Esse princípio nunca deixou de norteá-los, de ser a sua filosofia, a sua a alma.

 

Dilma em campanha na TV foge da abertura da Copa.

 

Dilma acaba de fazer em cadeia nacional de radio e TV um longo horário eleitoral, sob a justificativa da abertura da Copa do Mundo.  Propaganda eleitoral descarada sem a possibilidade do contraditório, ilegal por que a lei não lhe dá esse direito.  Vai ser condenada pelo TSE a pagar, mais uma vez, uma multa que, certamente, o PT lhe cobrirá.  Ilegal ou não, faz o que quer, sem quaisquer escrúpulos. Sem coragem de mostrar a cara no estádio, temerosa de ser vaiada, substitui com uma gravação a sua ausência na abertura da copa. Corajosa no estúdio fechado de uma produtora de vídeo.

Nada disso vai adiantar.  Informo que uma pesquisa IBOPE, publicada hoje, contratada por uma entidade privada mostra mais uma queda das intenções de voto na presidente e uma subida dos candidatos da oposição.  Ela está com 38% de intenções de voto.  Aécio com 22%, Eduardo Campos com 13% e os nanicos 7%, somam 42%.  Segundo turno garantido.  Sua rejeição é, também, 38% ( em São Paulo, 61% dizem que não votarão nela em hipótese nenhuma ).  E a avaliação positiva de seu governo já é inferior à avaliação negativa.

Não há cadeia nacional que cure.

A desagregação começou por São Paulo e se espalha pelo Brasil

 

Como me foi possível intuir e expressar em evento do Instituto Teotônio Vilela ( ITV ) há um ano e meio e escrever sobre o fim da era ( ou do ciclo ) petista há um ano, os sinais da desagregação do PT estão cada vez mais evidentes, em especial a partir do sentimento do povo brasileiro que vive em território paulista.

O desespero petista já vinha se anunciando com as declarações e atitudes dos dirigentes públicos que nos governam, em especial da Dilma e do Lula.  Dilma já se tornou alvo do ridículo ao afirmar a realização de projetos que não se concretizam, ao insistir em apresentar o país por uma visão rósea e irrealista, ao fazer o jogo do contente e, ultimamente, em apontar a oposição ao seu governo como a responsável pelas dificuldades do país, sem nunca reconhecer os seus próprios erros.

Lula, por sua vez, que percebe que a sua casa está caindo, vem no mesmo diapasão e acrescenta entre as oposições as que ele chama de “elites”, dentre elas a mídia, que ele supõe sabotando o medíocre governo que ele implantou com a sua candidata vitoriosa.  Mais irônico é que ele coordena  uma frente, que define como “progressista”, juntando em São Paulo – e repisando o que fez no Brasil –  o PT , o Maluf e o Paulo Skaf.   Tudo a peso de ouro ( e de cargos ). Haja progressismo.  Aliás a Dilma já disse que em São Paulo tem dois candidatos: o Padilha e o Skaf.  Já enterrou o Padilha.

Eles são os progressistas e nós – social democratas e liberais – somos os reacionários.  Piada digna do José Simão.

Os sinais da desagregação são muito fortes.  No plano econômico a inflação, os baixos investimentos, a baixa criação de empregos, o crescimento econômico tangenciando a recessão, o déficit fiscal crescente, a balança de pagamentos cada vez mais desiquilibrada.  No campo social os movimentos que expressam o descontentamento da população.  No campo político os deputados e vereadores petistas que são descobertos como aliados do tráfico  ou dos doleiros.  Tudo lhes vai mal.

Os resultados começam a aparecer nas pesquisas nacionais que mostram que estão ladeira abaixo.   Começando fortemente por São Paulo, onde as pesquisas dizem que o governo Dilma tem a aprovação de apenas 23% do eleitorado e que 61% não votariam nele em hipótese alguma.   O índice do governo de ruim e péssimo é 39%.  Por incrível que pareça, em um eventual segundo turno entre ela e Aécio Neves, ela teria 34% e o ainda desconhecido Aécio teria 46%.  Perde até do Eduardo Campos.   E ela está, há 4 meses das eleições, em trajetória descendente!!!

São Paulo já a rejeitou e o Brasil, na sua totalidade, o fará logo mais.

Não vai deixar saudades

 

Dilma Rousseff é incapaz de oferecer um pouco de sinceridade e de confiança ao povo brasileiro.   Não conseguindo articular um projeto de futuro corre de um canto ao outro do país, inaugurando obras já inauguradas ou ainda em fase de construção e acaba se restringindo a críticas à oposição como se esta fosse culpada de seus insucessos.  Não consegue deixar de lançar petardos contra o governo FHC, como se ela e o Lula não  houvessem passado 12 anos no governo nos quais se nutriram da herança positiva que receberam.  Em todos esses anos nada realizaram que os identificassem como modernizadores e transformadores da situação que encontraram.

Seu governo vai terminar com um crescimento econômico inferior à metade da média dos países emergentes e pobres, que o FMI estima em 5,2%.  O desempenho de nosso país é o pior entre os principais países fora do mundo desenvolvido.  Dilma encerrará seu mandato – e já vai tarde – com uma expansão média anual de 2% do Produto Interno Bruto, isso se a estimativa de crescimento nesse ano – 1,6% – se realizar, o que já parece hoje impossível.  Os dados do primeiro trimestre desse ano ( crescimento de 0,2% ) e a perspectiva dos números de maio, apontam para índice inferior.

Entre 2011 e 2014, considerando o G20, o Brasil está na rabeira: a China com 8% na média anual, a Índia 5,3%, a Turquia 4,3%, a Argentina 3,8%, o México 3,0%, a África do Sul e a Rússia 2,6%.  O Brasil só supera alguns países ricos, com alto nível de vida e de renda, como Alemanha, Reino Único, Japão, França e Itália.

Comparando com as principais economias da América Latina, o crescimento médio nesses anos será o menor de todas.  Menor que Peru, Bolívia, Equador, Paraguai, Colômbia, Chile, Uruguai, Argentina, México e Venezuela.  Que desastre!

Dilma deu de falar pelos cotovelos, todos os dias, sem que a sua fala tivesse nexo, ou pudesse expressar de forma crível a esperança de dias melhores.  Está pasma com ela mesma e com a sua conturbada e medíocre equipe governamental.  Mais perdida que cachorro que caiu do caminhão de mudança.

Numa de suas últimas performances ela afirmou que o país vive um “problema seríssimo de expectativa” que está afetando o crescimento econômico.  Lula reclama do “péssimo humor dos empresários”. Pois é, esse problema seríssimo é culpa de quem?  Eles não têm nada a ver com isso?  O mau humor, as expectativas negativas são consequência de uma política econômica desastrosa, não sua causa.

É patético, mas ela pede ao empresariado que confie em uma mudança de clima “quando novembro chegar”.  Isto é, após as eleições.  Pois ela já antevê a sua derrota, já que são o seu governo, seu partido e suas alianças que estão levando o país ao desalento.

Ela diz “nós fizemos o possível e o impossível”.  Aliás em muitas coisas ela e eles fizeram o impossível de se imaginar e o impossível de se aceitar.  E o possível para que se repudie suas condutas.  Ao citar a inflação faz uma comparação ridícula com o governo FHC:  “nos três primeiros anos desse governo a inflação estava acima dos 12% e nos três primeiros do meu acima de 6%”.  Esqueceu-se de dizer que nos governos anteriores a FHC vivíamos numa hiperinflação e ela e o Lula pegaram um país estabilizado com uma economia equilibrada – tão equilibrada que eles prometeram, na carta aos brasileiros, antes das eleições que venceram, mantê-la com os mesmos fundamentos.

Não vai deixar saudades!

   Não é o país que não está dando certo.  São os governos.  E chega!  Já é demais!

O país avança, a sociedade progride, as condições de vida do povo melhoram, a miséria é enfrentada e a desigualdade combatida quando produzimos mais riquezas, mais bens e serviços.  E quando, ao mesmo tempo, o povo luta para participar dessas riquezas.  Isto é, economia e política interagindo.

Para se produzir mais é preciso ter competitividade.   O resto é “cascata”, discurso vazio, empulhação.

Creio que não há melhor forma de se avaliar como uma sociedade está se desenvolvendo e como um país foi e está sendo dirigido do que a análise de sua capacidade de competição no mundo da produção, isto é, de sua competitividade.  É isso que permite enfrentar, com efetividade, a miséria e a desigualdade.

A competitividade dá a exata medida das condições em que se encontram várias atividades em um país, que se traduzem em maior ou menor capacidade de disputar mercados e oferecer bens e serviços à sua população.

O país ser competitivo significa que os seus produtos podem disputar mercados em todo o mundo, ampliando sua capacidade de exportar bens, gerando internamente empregos e salários, além de obter as divisas necessárias para importar bens essenciais para incrementar sua própria produção e produzir para o consumo da população.  Também significa que os custos de seus produtos para consumo interno ficam no melhor patamar possível de preços, auxiliando no combate à inflação.  Assim se geram mais empregos e salários.

A competitividade do país depende de muitas condições: da formação e capacitação das pessoas que trabalham, vale dizer, do nível educacional e da qualificação profissional das pessoas; das suas condições de vida, ou seja, do atendimento à sua saúde, às suas necessidades habitacionais, à  mobilidade que permite ir e vir da casa ao trabalho; da infraestrutura logística das estradas, portos e aeroportos e da disponibilidade de energia motriz; do seu desenvolvimento tecnológico e de inovação de seu parque produtivo; das instituições que regem o trabalho e o capital; da maior ou menor eficiência da administração pública; do ambiente de negócios ( tributos, burocracia, etc ).

No Brasil de nossos dias, nenhuma dessas condições está presente para incentivar investimentos e possibilitar uma produção competitiva na  economia.   Isto é, a nossa competitividade é um gargalo que nos coloca em situação desvantajosa no contexto internacional e nacional: os nossos produtos são caros e de qualidade inferior.  Por isso temos inflação, baixa produção de novos empregos e baixo crescimento econômico.

No ranking de competitividade, montado pelo IMD, um instituto internacional que trabalha no Brasil com a Fundação Dom Cabral, o Brasil aparece nesse ano em 54º lugar dentre 60 economias.  E vem caindo.  Está entre os dez piores do mundo, nessa relação.  Depois de perder várias posições nesses últimos anos, se situa agora nesse ranking à frente apenas de países como a Grécia, a Argentina, a Venezuela, que passam por grave crise, e da Eslovênia, da Bulgária e da Croácia.  Também entre os dez últimos se situa a nossa gestão governamental, a qualidade da infraestrutura e a inflação.  Triste situação para um país que já foi um dos principais emergentes e esperança de um fato novo no contexto internacional.

Não é o país que não está dando certo.  Poucos no mundo têm um potencial igual ao nosso.  O que não está dando certo é, ou são, os nossos governos.  Se vivêssemos em um país sob regime parlamentarista, o gabinete já teria caído e o Congresso chamado para uma nova eleição.  Tanto um quanto o outro não têm o respeito e o respaldo do povo.

Como o nosso regime é presidencialista, temos de aguentar até o final do ano.  E chega!  Já é demais!

 

 

 

Como nunca antes em nosso país.

 

A recente paralisação dos transportes em São Paulo, provocada por uma dissidência interna ao Sindicato dos Trabalhadores do setor, é um exemplo do grau de esgarçamento a que se chegou na sociedade brasileira nas relações entre pessoas e entre grupos sociais.  Eles se enfrentam no afã de proteger ou conquistar algo que supõem seu direito e se dispõem a transgredir a lei para atingir seus interesses atingindo direitos e interesses de outros.

No caso em questão o conflito assumiu uma gravidade nunca antes verificada, como nunca antes em nosso país.  Os condutores dos ônibus de transporte urbano de passageiros de São Paulo não fizeram uma greve tradicional que, por si só, é ilegal porque se trata de serviço público essencial.  Decidiram assumir a direção dos ônibus, levá-los às ruas com passageiros, pará-los aleatoriamente e obrigaram esses passageiros a desembarcar abandonando os veiculos onde estivessem.  Em alguns casos o colocaram de forma transversal na avenida, furando pneus e impedindo o tráfego.

Cometeram um crime que tem de ser punido.  A polícia civil tem de abrir um inquérito ( já abriu ) e promover o devido processo legal.  Além de  perturbarem a cidade como poucas vezes se viu, eles transformaram milhares de trabalhadores em reféns, jogados nas ruas sem nenhum respeito, sem qualquer sentimento de solidariedade, sem compaixão.  Deixaram de ser seres humanos.  Agiram como se os seus direitos se sobrepusessem aos direitos de outros milhares de cidadãos que ficaram andando pelas ruas sem saber o que fazer.

É verdade que o poder público foi pego de surpresa.  A prefeitura não teve como acionar, de imediato, o seu esquema de emergência que, de qualquer maneira não estaria preparado para essa situação inusitada.  O governo do Estado, por sua vez, reforçou o esquema de segurança pública para preservar as pessoas e o patrimônio. Era o que podia e o que devia fazer.

A nota destoante foi o secretário da prefeitura, Tatto, responsável pela área dos transportes coletivos, que resolveu reclamar do governo do Estado, acusando-o de atitude passiva.  Lembram-se do caso da desocupação do “pinheirinho” em que a PM foi acusada pelo PT por cumprir uma determinação judicial?

O secretário Tatto imaginava que a PM poderia evitar as consequências da paralização e deveria tirar os ônibus das vias?  Esse é papel do governo municipal que tem pessoas preparadas e equipamentos adequados para fazer a operação.  É claro que, com 2mil ônibus paralisados nas vias, essa operação em tempo curto seria impossível.  Mas acusar a PM é uma aberração.  A PM não tem motoristas habilitados, nem equipamentos adequados a uma operação desse tipo.  A PM pode, e deve, proteger os agentes da prefeitura na sua responsabilidade de desobstruir as vias.  Esse é, de fato, o seu papel.  Nada mais.

Esse é mais um episódio do clima em que vivemos.   O problema não é do Município, nem do Estado.  É do país, como um todo, que estoura em São Paulo por suas características peculiares.  Tudo isso produto de anos e anos de descalabro, de desrespeito às leis e aos valores universais de um regime democrático onde se deve construir uma sociedade solidária.  O PT, Lula e Dilma percebem agora a sua responsabilidade com os males que afetam a sociedade brasileira?

Como nunca antes em nosso país, Lula tem razão..

PT nunca mais

 

Para quem não acreditava, já aconteceu.  Acabo de voltar de uma grande concentração em Cotia, cidade da Grande São Paulo, com uma apresentação do presidente do PSDB aos militantes e aliados da região Oeste do GSP, com a presença do ex governador José Serra.

Os discursos, tanto de Serra, quanto de Aécio, são a comprovação de que todas as forças que desejam uma mudança efetiva em nosso país estão unidas com o mesmo objetivo: encerrar a era de domínio petista.  Serra, em uma demonstração de grandeza, como todos esperávamos coloca, claramente, os interesses do futuro do país acima de quaisquer outros.  Unidos para mudar.

PT nunca mais.

Presidente, ou Presidenta, tenha vergonha na cara.

 

Partidos e políticos não costumam ser muito éticos quando envolvidos nos debates eleitorais.  Raramente contestam seus adversários com argumentos honestos e consistentes.  Frequentemente distorcem os fatos, apresentam dados falsos, não falam a verdade.  Expressam, às vezes, opiniões e conceitos que eles mesmo não sustentam.  Isso não deveria ser a regra geral.  Mas, infelizmente, é.  Exceções existem e cabe a cada cidadão perceber onde está a verdade, quem a expressa e quem colabora para o papel precípuo desses, partidos e políticos, que seria o bem estar comum da população.

Quando me refiro a esses personagens devo fazer uma exceção indispensável: o Presidente da República.  Pela sua posição, pelo seu papel, pela simbologia do cargo e pela sua importância no exemplo de conduta que o identifica como a figura de maior responsabilidade na vida pública, ele não pode se portar como qualquer militante partidário ou um agente político de menor importância.  Quando o faz, macula seu cargo, minimiza o seu papel e, pior, mostra o seu verdadeiro caráter.

Na vida, homem ou mulher sem caráter não é nada.  É zero.  Não merece respeito qualquer seja a sua posição na sociedade.

Sem ir muito longe no tempo, vou me referir à Dilma Rousseff, nossa presidente.  A cada dia que passa vai mostrando o que é.  De palanque em palanque, nos quais transforma atos de inauguração ou simples visitas à obras, Dilma se expressa sem qualquer pudor ou respeito aos cidadãos.  Faz a sua campanha eleitoral como qualquer militante político faria.

A última visita que fez foi à uma obra no projeto de transposição do Rio São Francisco, cuja conclusão está atrasada em anos.  Enquanto visitava esse monumento de incompetência no planejamento e execução do seu governo e de seu antecessor, Dilma, lá no sertão nordestino, teve a coragem de apontar falta de planejamento do governo de São Paulo para evitar uma crise de desabastecimento de água.  E o fez ao mesmo tempo em que os lagos produzidos pelas barragens das usinas de energia elétrica por larga área do país estão quase secos, colocando em questão a possibilidade de falta de energia elétrica. Isto é, a falta de água não se dá apenas no Sistema Cantareira de abastecimento de água para São Paulo, a estiagem atinge também as reservas das usinas hidroelétricas.   E vomita: “Acontece uma coisa engraçada no Brasil.  Quem nunca fez desanda a cobrar de quem fez”.

Cara de pau.  Sem caráter.  Quem nunca fez?  Quem fez?

Qual a contribuição do governo federal a São Paulo na área de saneamento básico?  Fora financiamentos, que são pagos com juros e correção, extensivos, é claro, a todos os Estados, qual o aporte de recursos federais para São Paulo?  Nada!  Zero! Pelo contrário a SABESP recolhe, anualmente, centenas de milhões em impostos para o governo federal, sem receber um tostão em troca.  Nem mesmo isenção de impostos sobre as empresas de saneamento.  No Brasil produzir água e proteger nosso meio ambiente paga impostos ao governo federal.  Do mesmo jeito que a Coca Cola.

Presidente, ou se assim o desejar, Presidenta, tenha vergonha na cara.  Nós não somos um banco de imbecis.  Merecemos e exigimos respeito!