Arrancada final: o segundo turno será Dilma x Aécio

 

A disputa da Presidência da República cada vez mais aponta para existência do segundo turno.  A somatória de Aécio e Marina, nas duas últimas pesquisas da DataFolha é de 45%, constante, e  Dilma tem 40%, também constante.  Somando-se os nanicos, conclui-se que o segundo turno é praticamente certo.   Lembram-se que todos os “gênios” diziam que ela ganhava no primeiro turno?  Pois é.

O segundo lugar é uma disputa renhida entre Marina e Aécio.  No entanto vejam as “curvas” de crescimento e queda de cada um e observem que em 9 de setembro a diferença era de 18 pontos, a favor de Dilma.  Dezessete ( 17 ) dias depois, em 26 de setembro, a diferença havia caído para 9 pontos, praticamente meio ponto por dia, em média.  Já em 30 de setembro, ontem, em apenas 4 dias, a diferença caiu para 5 pontos, o que significa um ponto por dia.  Isso quer dizer que a velocidade de queda da diferença entre Marina e Aécio se acelerou de 0,5 ao dia, para 1 ponto ao dia.  E a lógica diz que deve se acelerar nessa reta final.

Havendo 5 dias entre a última pesquisa e a data das eleições, pode-se presumir que no final, mesmo que não houvesse aceleração da queda da diferença, o que é improvável, Aécio chegaria com mais votos que Marina.

Além disso, Aécio tem uma estrutura partidária e coligações mais eficazes que Marina.  A expectativa realista é, pois, um segundo turno entre Dilma e Aécio, que pode começar com uma diferença de oito a dez pontos a favor de Dilma, mas que ninguém pode prever o resultado final.

Vamos lembrar que esse segundo turno se dará no fim de outubro e que todas as informações que são divulgadas a respeito da economia brasileira são cada vez mais negativas.  Inflação, emprego, contas internas, contas externas vão influir na decisão final do eleitor.  E não esqueçam que a delação premiada do ex diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, agora referendada pelo poder judiciário, e a seguinte a ser feita pelo doleiro Youssef,  terão um efeito devastador, desde que reveladas a tempo.   Em algum momento a incrível corrupção que grassou na maior empresa do Brasil será revelada.  Só o dinheiro que ele, Paulo, agora se compromete a devolver é 70 milhões de reais.  Imaginem o que levaram os agentes políticos do PT, PMDB e PP, em parte já citados.

Pelo bem do Brasil, que seja o mais cedo possível para que o povo possa decidir sobre o seu futuro.

 

Último debate para governador na Globo

Assisti, na maior parte do tempo, mas não resisti até o final.   Um jogo armado em que quase todos procuravam agredir o Alckmin.  Um perguntava ao outro, agredindo o governador e o outro respondia também agredindo o mesmo, sem que ele pudesse refutar. Essa gente pensa que o povo é besta e não percebe.  O que não se entende é a Globo manter esse formato de debate que não permite ao governador, mesmo sem agressão pessoal, responder às críticas que são feitas ao seu governo.  Então para que o debate?

Quem mais me surpreendeu foi o Padilha, do PT.  Dos outros eu já não esperava nada mais decente. Mas, há tempos, eu o conheci e tive uma boa impressão.  Ontem foi grosseiro, mentiroso, covarde porque colocava as críticas sem possibilitar ao governador dar os esclarecimentos.  Por certo, pressão do partido e do Lula que queria maior agressividade, sem levar em conta a verdade, como é do feitio deles.

Sempre tenho a esperança que alguém, do PT, tenha um DNA diferente desse que faz parte da natureza de Lula, Dilma, Mercadante, José Dirceu, e outros menos votados.  E acabo me frustrando.

Lula e a moral petista

 

Lula discursou em um comício do Padilha, em Santo André.   Deem a ele um microfone e um palanque e ele vai jorrar a moral petista para quem quiser ouvir.  Para atacar o governador Alckmin disse: “Agora, a coisa tá tão grave que é pobre roubando pobre. Eu antigamente via: ‘bandido roubou um banco’. Eu ficava preocupado, mas falava: pô, roubar um banqueiro… O banqueiro tem tanto, que um pouquinho não faz falta.  Afinal de contas, as pessoas falavam: ‘quem rouba mesmo é banqueiro, que ganha às custas do povo, com os juros. Eu ficava preocupado. [...] Era chato, mas era… sabe, alguém roubando rico”.  Usou como referência um assalto que Joana, uma irmã da Marisa, sua mulher, sofreu na rua, quando um bandido encostou uma arma e pediu o dinheiro e o celular que ela carregava.

Vai daí que o Lula ataca: “Se o Alckmin não tem competência pra fazer as coisas que o governador tem que fazer, nós temos que dizer pra ele: Alckmin, você já está há muito tempo aí. Saia. E deixa o jovem Padilha governar esse Estado para as coisas começarem a melhorar.” .

Lula, o mesmo que possibilitou aos banqueiros lucros “como nunca antes nesse país”, que voa em jatinhos de empreiteiros para fazer suas palestras muito bem remuneradas, não tem pejo de, no palanque, dar lições de moral que justificam assaltos desde que sejam os senhores das elites os atingidos.  E, de quebra, acusar o Alckmin de responsável pelos assaltos contra os pobres.

Essa moral não é nova.  Vale tudo.  “Fazer o diabo” para ganhar, como ensina Dilma Rousseff, a sua mais dileta criação.

No passado era aceito em parte da esquerda o conceito de que os fins justificam os meios.  Se os fins que se pretende são virtuosos, valeria expropriar os ricos e poderosos.  Seria moralmente aceitável assaltar, por exemplo, banqueiros e bancos, como ensina o Lula e como muitos petistas no passado já fizeram, inclusive a citada dileta criação.

Com duras penas a lição que nos deu o período estalinista na União Soviética é que quando os meios não são lícitos ou não são moralmente aceitáveis, os fins, teóricos, que se almeja não são alcançados.  Chega-se, apenas à substituição das elites no poder, tão danosas quantas aquelas que se pretendeu combater.

O petismo é o estalinismo dos tempos atuais em um país latino ainda pobre e atrasado que conta com gente que se diz de esquerda mas que está mais para o corporativismo fascista do que para aceitar a democracia como o bem maior em que a verdadeira esquerda deveria se assentar.

Uma recomendação e um registro

Acabei de ler o livro de José Serra, “Cinquenta Anos Esta Noite”.  Um relato de um período de sua vida, muito bem escrito e de relevante interesse histórico.  Recomendo a sua leitura.

Aliás, vim agora de uma caminhada em Taboão da Serra, com ele, Aécio, Aloysio e Alkmin.  Ele chegou antes da hora marcada e antes dos demais candidatos.  O registro é justo.

Marina Silva na Globo quase tão ruim quanto a Dilma.  Vamos evitar a “escolha de Sofia”.

 

Hoje foi a vez de Marina ser entrevistada no Bom dia Brasil da Globo.

Em todas as questões econômicas e trabalhistas que foram levantadas, ela mostrou total despreparo.   Bastante confusa, foi só enrolação.  Discursou e não disse nada.  Só obviedades.  Boas intenções, nada mais.   Os entrevistadores insistiram em que ela dissesse “como” faria para concretizar essas intenções, mas ela não conseguiu sair das generalidades.  Segundo ela “não é simples”, tudo é “complexo” “é complicado”, e vai por aí….

Quanto à CLT ela não vai mexer.  Só vai “atualizar”.  Vocês entenderam?  Não?  Nem eu!

Os jornalistas levantaram questões que relacionam desenvolvimento com proteção ambiental, inclusive as relativas ao uso dos transgênicos, em função das posições que ela defendia no passado, cobrando uma pretensa posição contra o agro negócio.  Ainda que tenha feito um discurso longo e confuso, ela se saiu bem.  Estava bem preparada.   Curioso, porém, quando perguntada sobre se mudaria a lei em vigor, ela respondeu “não, a lei já foi aprovada”.   Deu nó na cabeça.

Teve um bom desempenho quando se colocou a questão do seu choro em um ato público, em um determinado momento em que falava sobre a sua vida.  Segundo o entrevistador isso transmitia uma imagem de fragilidade do eventual presidente da República.   Ela respondeu de forma convincente, afirmando a distinção entre fragilidade e sensibilidade.  Saiu-se bem.

No final discorreu sobre um conselho que pretende criar, o Conselho de Responsabilidade Fiscal, e aí ela se “embananou” de vez.  Não soube dizer nem como, concretamente, esse Conselho atuaria, nem pra que, nem como seria sua constituição, e não soube contestar a duplicidade das funções desse novo instituto com os já existentes.  Disse que o conselho “tem que fazer com que o governo dê conta dos investimentos estratégicos na área social, e, ao mesmo tempo, não vá pelo caminho da ineficiência, que é o que acontece hoje.”   Entenderam?  Não?  Também eu não!

Em resumo, Marina deu uma demonstração de inconsistência, confusão mental e uma fragilidade que não a credencia a presidir a República.

Espero que não fiquemos nessa terrível opção, Dilma ou Marina.  Uma que fez e faz o diabo para vencer, conforme declarou que faria, a outra que não está apta a presidir o país.  Seria a “escolha de Sofia”(*) que temos que evitar.  E vamos evitar. Nós não merecemos tanta desgraça.

 

*A escolha de Sofia é um romance em que uma mãe, Sofia, a personagem principal,  presa em um campo de concentração durante a segunda guerra mundial é obrigada por um oficial nazista a escolher qual dos seus dois filhos seria executado, sob pena do assassinato dos dois.

A incrível entrevista de Dilma: um vexame

 

Foi patético o espetáculo dado por Dilma Rousseff em entrevista no Bom dia Brasil da Globo de hoje.   Mais que constrangedor, para não dizer vergonhoso, pois se trata da Presidente do Brasil. Um vexame.  Entre mentiras, desonestidade intelectual e escapismo,  acrescente-se uma dose de cinismo e de confusão mental.  Em certos momentos tornou-se impossível entender o que ela queria dizer, com frases sem sentido ou sem que elas chegassem ao seu termo final.  Qualquer cidadão que não tenha sido envenenado todos esses anos  vai perceber como é triste ter no posto mais importante da condução do país uma figura como a presidente atual.  Veja e ouça, ou leia, a íntegra dessa peça que merece ser preservada para a história de nosso país (clique aqui).

Vou citar apenas alguns momentos para que se tenha noção de suas intervenções.

O jornalista diz que Dilma já havia admitido que coisas graves aconteceram na Petrobrás, conforme delação de um diretor que esteve à testa da empresa durante 8 anos.  Ele pergunta, como é possível se aceitar que tudo isso tivesse acontecido sem que ela soubesse?  Em resposta ela faz uma digressão sobre a Polícia Federal, o Ministério Público,  CGU ( Coordenadoria Geral da União ) e o instituto da delação premiada como se tudo isso fosse uma investigação comandada pelo “meu governo” como ela faz questão de dizer, como se essas instituições fossem algo que o governo construiu e mobilizou para enfrentar  a corrupção, não órgãos do Estado brasileiro, com total ou relativa autonomia, como observou o entrevistador.    E sai com essa pérola: “se não investigar, não descobre”.

Outro jornalista lembra que o ex presidente da Petrobrás, Sergio Gabrielli, disse que a diretoria da Petrobrás foi escolhida no âmbito do governo, isto é, do Presidente e seus Ministros.   Então questiona como é possível aceitar que Dilma ( Ministro de Minas e Energia, Chefe da Casa Civil, presidente do conselho da Petrobrás ), com todo o poder que tinha e tem  não sabia?    Ela confirma que foi indicação dela mas… não foi política.

Em seguida o tema foi a campanha que Dilma faz no horário eleitoral, provocando o temor no eleitor de que se Marina Silva for eleita o pre sal vai acabar e o dinheiro do petróleo para educação e saúde vai desaparecer, e se o BC tiver autonomia com a eleição de Marina os pobres vão passar fome, os banqueiros vão fazer maldades, os pobres não vão mais poder comprar sua casa própria, etc.   Até o Procurador Geral da República disse que a peça de propaganda é tendenciosa  e que poderia gerar estados emocionais desapegados da vida real. A resposta de Dilma é um desrespeito à  inteligência do eleitor ao justificar: “não estou amedrontando, estou alertando.  Dilma faz terrorismo puro em cima da população mais carente e daquela mal informada.

Mais adiante Dilma é perguntada sobre como vai reverter o quadro de baixo crescimento econômico, já que a maioria dos países está com desempenho melhor.  Apesar da insistência dos entrevistadores, ela não consegue dizer como vai fazer se vencer a disputa.   Fala dos investimentos mas não explica como vai aumenta-los.   E envereda por uma confusão de dados e frases pela metade sem conseguir responder às perguntas.

Não perca a entrevista, através do link que cito no início da matéria.  Fará parte do Febeapá, o Festival de Besteiras que Assola o País, conforme criação do escritor e cronista Sergio Porto, cujo pseudônimo era Stanislaw Ponte Preta, morto em 1968.  Para que vocês saibam quem foi ele, apenas uma amostra de uma frase do Festival de Besteiras:

“O mal do Brasil é ter sido descoberto por estrangeiros” (Deputado Índio do Brasil, Assembléia do Rio).  Digno de Dilma Rousseff.

 

A fome. Nem a ONU escapa do aparelhamento petista

 

Mestres na manipulação.  Mestres nas mentiras.  Felizmente o tempo do PT no poder está acabando.  Espero que logo, logo, voltem a ser oposição e desta vez mais madura, mais patriótica, levando em conta os interesses maiores do país.

No ano passado (2013) os dados da FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação, indicavam que 7% da população brasileira passavam fome. A FAO, ora sob a direção do brasileiro José Graziano da Silva, que foi  ministro de combate à fome no início do governo Lula, anunciou que passado um ano, agora em 2014 – e o ano nem acabou – os famintos caíram para 1,8%.

Mágica?  Em uma população de 200 milhões de habitantes isso significa algo como 10 milhões de pessoas que, em um ano, deixaram de ser famintos.  Dona Dilma, tão criticada, então é um gênio, incompreendido?

Não, não.  O que houve foi uma mudança dos critérios.  A nova metodologia da FAO para calcular a fome no mundo passou, este ano, a considerar a alimentação das pessoas fora do domicílio, incluindo restaurantes populares e, principalmente, a merenda escolar, que no Brasil atende à 43 milhões de crianças e jovens.

Resultado: somando-se as calorias e proteínas ingeridas fora de casa, os famintos despencaram. Mesmo assim, ainda somam 3,4 milhões de pessoas.

Diz a FAO, comandada pelo José Graziano, que procurou aprimorar sua metodologia. Pode até ser.  Mas fazê-lo neste delicado momento eleitoral, e divulga-lo agora – há poucas semanas das eleições e antes do final do ano  -  levanta justas suspeitas.

Pra quem conhece os escrúpulos petistas, tudo leva a crer que foi combinado. Possibilitou, assim, que o governo manipulasse a informação, escondendo da opinião pública as verdadeiras razões da queda.  Poderia ser honesto, mais isso é pedir demais.  A FAO, caprichosamente, serviu à mentirosa propaganda oficial do PT, já nas TVs no horário eleitoral.

Pois não é que nem a ONU escapou do aparelhamento petista?  Até lá colocaram militantes, cegos pelo dogmatismo que, ainda que respeitosos os seus passados, passam, sem quaisquer escrúpulos, a ser agentes do partido.

É sempre a máxima: os fins justificam os meios.

Em eleição tudo pode acontecer

Artigo publicado na Folha de S. Paulo de 19/09/2014


O que vemos hoje é o embate entre Dilma e Marina, um espetáculo pouco edificante. Enquanto isso, Aécio Neves apresenta suas propostas.


A disputa eleitoral começa a entrar em sua fase aguda. Como sempre, em função das pesquisas, que mostram um quadro momentâneo, alguns cantam vitória antecipada. Outros, quando a derrota lhes parece inevitável, entregam-se, seja por desânimo, por indigência intelectual ou por puro oportunismo, e passam a procurar o “menos pior”.

É o que acontece com a disputa presidencial deste ano. Em razão de um triste episódio –a morte de Eduardo Campos–, surgiu uma nova candidata, Marina Silva (PSB), que aparece em primeiro ou segundo lugares nas pesquisas, como se fosse uma das contendoras inevitáveis no segundo turno.

Minha experiência é repleta de episódios de disputas em que profundas modificações se dão no processo eleitoral, produzindo grandes mudanças na intenção de voto dos eleitores até o dia da votação. Já assisti a isso em eleições em todos os níveis. Fernando Henrique perdeu a eleição para prefeito de São Paulo nas 48 horas que antecediam a eleição de 1985. Luiza Erundina venceu o pleito municipal em São Paulo, em 1988, na última semana, atropelando Paulo Maluf e João Leiva.

Em 1989, na sucessão de José Sarney, tudo fazia crer que Brizola venceria. Para surpresa geral, o desconhecido Fernando Collor cresceu, acompanhado de Lula. Os dois foram para o segundo turno e Brizola ficou de fora. Na última disputa municipal em São Paulo, o azarão Celso Russomano parecia imbatível, disputaria sem qualquer dúvida o segundo turno. Não foi o que ocorreu.

O caso mais emblemático que vivi semelhante com o que está ocorrendo até agora foi em 1986, na disputa ao governo de São Paulo. O quadro no início da campanha era Maluf em primeiro, Orestes Quércia logo atrás. Inesperadamente, e já próximo à data da eleição, o PTB lançou Antônio Ermírio de Moraes, empresário de respeito, que imediatamente apareceu em segundo, muito perto de Maluf, jogando Quércia para baixo (com 9 % nas pesquisas).

Quércia parecia liquidado, a questão seria escolher Maluf ou Antônio Ermírio (não havia segundo turno) e muitos bandearam-se para o empresário, considerado o “mal menor”. O resultado final foi Quércia vitorioso, Antônio Ermírio em segundo e Maluf lá atrás.

O processo eleitoral é complexo e muitos fatores alteram a intenção dos eleitores expressa nas pesquisas quase que de um dia para o outro. A pesquisa não tem o dom de prever o futuro, apenas retrata o presente. Na atual eleição presidencial, a mobilidade das intenções de voto dos eleitores é patente, e não poderia ser de outra forma.

Alguns números são relativamente estáveis, como o índice de rejeição da presidente Dilma Rousseff, que fica acima de 30%, com menos de 40% das intenções de voto a seu favor e a vontade de mudança expressa por 70% do eleitorado. Mas está em evolução o nível de conhecimento de Aécio Neves, ainda baixo, ao contrário dos índices altos de Dilma e Marina.

O que se vê hoje é o embate em que se meteram as duas respeitáveis candidatas que, se de um lado mostra um espetáculo pouco edificante na disputa eleitoral, por outro mostra o caráter e a personalidade de cada uma. Enquanto isso, Aécio acertadamente apresenta sua história e suas propostas.

Haverá um momento em que o eleitor se perguntará sobre quem é o melhor, levando em conta seus perfis e o que pensam das questões que são realmente importantes para a vida dos brasileiros e para o futuro da nação: petróleo, infraestrutura, preços, salários, inflação, crescimento econômico, democracia, valores éticos, escândalos. Tudo isso há de influir na decisão do eleitor.

Essa mobilidade já se mostrou nas primeiras semanas de campanha e se aprofundará nas seguintes à medida que a data fatal se aproxima. Quanto mais perto dela, mais a atenção do eleitor e mais decidida passa a ser sua intenção de voto. Até os últimos dias tudo pode acontecer.

A Dilma e os demônios

 

Cobrança de proteção

Eles são uns demônios.  São uns sangue sugas.  Essa elite branca destrói a vida das famílias trabalhadoras em nome do lucro.  São pessimistas que estão ampliando a crise econômica em que vivemos.  Responsáveis por nosso crescimento próximo a zero.  São os empresários brasileiros.

Isso tudo tem dito a Dilma, o Lula e o PT. A propaganda eleitoral confirma. Ainda assim o PT, em nome da presidente Dilma, envia a esses mesmos diabinhos uma carta pedindo dinheiro para a campanha dela.  Dizem que os 12 anos de governo petista fortaleceram “um modelo sustentável de desenvolvimento que associou o crescimento econômico à distribuição de renda e à ampliação do crédito e do consumo.”  Por isso merecem uma contribuição.

Que cara de pau.  Cheira à cobrança de proteção.

O partido das elites

Juntando todas as contribuições eleitorais para candidatos, partidos e comitês, o PT recebeu nesse período eleitoral, até agora declaradas, 264 milhões de reais, o PMDB 211 milhões e o PSDB 169 milhões.  Só da JBS ( Friboi, Swift, Bertin ) o PT recebeu 28 milhões e da OAS, empreiteira que constrói grandes obras para o governo federal, 31 milhões.  Coitadinho.

Quem é o partido das elites?  Ou será pagamento de chantagem?  Ou então algum tipo de propina?  Podem escolher.

O Escondedor Geral da República

O Rodrigo Janot é o procurador-geral da República.  Ele informou que se o Paulo Roberto Costa, que na delação premiada falou do maior escândalo jamais visto no Brasil – o assalto à Petrobrás – cometido pelo PT, PMDB e PP, comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e abrir o bico, vai perder o direito à diminuição da pena prevista na delação premiada.  Dessa forma orientou o corrupto a não dizer nada.  Para que a Nação não tenha conhecimento das barbaridades cometidas por esse governo antes das eleições de 5 de outubro.

E ele, hoje, de fato, não disse nada na reunião da CPMI.

Esse Janot é, sim, um verdadeiro escondedor geral da República.

 

Dilma, Neca Setubal e Giannotti.

O que sustenta a Dilma?

Com índice de rejeição que ultrapassa 40% e de aprovação e intenção de voto que se aproxima de 40%, a pergunta que se faz é o que ainda sustenta a Dilma?  Qual o contingente de pessoas que a apoiam e estão dispostas a lhe conceder mais 4 anos?

O maior grupo de pessoas nessa condição é a parcela da população que depende dos programas sociais do governo federal, ações de assistencialismo já legalmente inscritos como um direito que independe dos detentores do poder.  O povo mais simples não sabe, e o governo faz questão que não saiba, fazendo acreditar que o que recebe não é uma benesse, é a lei que lhe garante.   Além do que sua condição de dependência se relaciona com o temor que lhe é infundido de que aquele direito pode ser extinto.  Milhões passam assim a reverenciar os que se dizem seus protetores responsáveis por sua sobrevivência.   Esses passam a fazer, na atualidade, o papel dos coronéis e senhores de escravos do passado.  Dilma tem expressado, sem disfarces, essa posição.  Triste para quem a imaginava, e ao seu partido, uma corrente para acabar com essa terrível chaga da sociedade brasileira.

Outro grupo, menos visível e quantitativamente menor, mas não menos importante, é o de setores da classe média, inclusive intelectualizada, que foram durante anos submetidos a uma verdadeira lavagem cerebral, um envenenamento contínuo, e exitoso, que transformava qualquer ideia reformadora e modernizadora em perigosa ação de inimigos dos interesses nacionais e populares.  Ainda que muitos tenham se dado conta do engodo, muitos outros, em geral jovens desinformados, e alguns mais idosos que se aferram a dogmas do passado, permanecem impenetráveis às realidades que se apresentam.

Neca Setubal: o PT não perdoa. Os fins justificam os meios.

O PT não perdoa, nem tem piedade.  Pegaram a Neca Setubal, herdeira da família Setubal, proprietária de parte das ações do Banco Itaú, e transformaram-na em militante de uma causa: transformar o Banco Central em instrumento dos bancos privados.  Ser uma socióloga e educadora respeitada, dedicada a ações para melhorar a sociedade em que vive, sem nunca ter participado da direção do banco, não tem qualquer importância para Dilma e o PT.  Muito menos os bancos terem tido durante os governos do PT os maiores lucros da história.  O importante era abalar a adversária Marina Silva e, se para isso, é preciso destruir alguma pessoa, sem dó nem piedade, que seja feito.  Como eles dizem, é o efeito colateral.  Destruir alguém para manter o poder, vale.  Os fins justificam os meios.

Giannotti falou

Citado pelo jornal Estadão como uma das principais referências teóricas do PSDB (?), do alto de seu saber e vaidade, Giannotti decretou que Aécio está fora do segundo turno da eleição.  Como ele é amigo do Fernando Henrique, passa a ter voz, que nunca usou dentro do partido.  Provavelmente nem filiado é.  Certamente nunca pôs a mão na massa, nem colocou um tijolo em pé, nem pisou no barro.  E já entregou a rapadura.  Se estiver certo, vai sair de bacana.  Inteligente.  Gênio.  Se não, acontece, né?…

Amigos assim, eu dispenso.

 

Os crimes e o jogo sujo

Ainda Dilma

Vários leitores me cobraram a respeito do meu último post, argumentando que a omissão da presidente caracteriza um descumprimento da lei que regulamenta o dispositivo constitucional que trata dos crimes de responsabilidade do presidente da República.

É fato.  Trata-se da lei 1079 de 1950, recepcionada pela CF de 1988, que no capítulo “Dos crimes contra a probidade da administração”, no inciso 3 do artigo 9º, define como crime de responsabilidade “não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados quando manifesta em delitos funcionais…”.

Quando a presidente afirma que tomou as medidas para estancar a sangria do dinheiro público da Petrobrás ( não sabemos nem quando, nem como fez ), deixou patente que soube, em algum momento, da ação criminosa, mas não tomou qualquer medida para o cumprimento da lei, a não ser, se assim o fez, a demissão do diretor Paulo Roberto da Costa que está agora preso, tentando obter redução da pena através da “delação premiada”.   Não cumpriu, porém, o texto da lei, que a obrigava a iniciar uma ação criminal para a responsabilização do agente público corrupto.

De qualquer forma, segundo a mesma lei, a denúncia da omissão da presidente só pode ser feita perante a Câmara dos Deputados, por qualquer cidadão e, se recebida, julgada pelo Senado.

A questão é, pois, política e não jurídica.  Paulo Roberto da Costa montou um enorme esquema de distribuição de dinheiro, através de contratos da Petrobrás com os seus fornecedores, para os partidos da base do governo, em princípio e, no mínimo, para o PT, o PMDB e o PP, hoje os maiores partidos da Câmara dos Deputados.  Seria ingênuo imaginar que esses partidos permitiriam levar adiante na Câmara um processo de impedimento da presidente já que são eles que no atual período eleitoral dão à Dilma o maior tempo de TV e rádio para a sua campanha.  É duro aceitar que um ato criminoso possa ajudar a perpetuá-los no poder. Mas assim é.

Resta o povo, eleitor, em outubro, fazer Justiça.  Ele é o juiz decisivo.

Dilma x Marina, jogo sujo.

Dilma diz que a proposta de autonomia do Banco Central – matéria que vem sendo discutida há anos – ora assumida por Marina, fará com que ele seja dominado pelos bancos privados.  E, em maliciosa referência à sua adversária, que ela, Dilma, não é apoiada ou sustentada por banqueiros.

Nada mais canalha, o que mostra bem o caráter da presidente.  Não me parece conveniente um BC com essa autonomia mas isso não significa que ele seria dominado pelos bancos privados.   Em qualquer hipótese, continuaria a ter sua direção indicada pelo governo federal e aprovada pelo Senado, e cumprindo a política econômica determinada pelo Executivo, como é hoje.  Também não é honesto dizer que Marina é sustentada por banqueiros porque tem na direção de sua campanha uma herdeira da família Setubal, dona do Banco Itaú.  Ainda mais se levando em conta que os bancos privados estão, no atual período de governo petista, ganhando dinheiro “como nunca antes nesse país”.

Os problemas de Marina não são esses.  São a sua inexperiência, falta de equipe e apoio político, oportunismo e ambição.  Seria um salto no escuro.

Entre as duas, não fico com nenhuma.  Aécio é, para mim, a mudança responsável.

 

Dilma é responsável

A respeito das denúncias de pagamento de propina na Petrobrás, conforme delação premiada de um de seus diretores, a presidente Dilma Rousseff, em entrevista ao Estadão, afirmou que se houve “sangria” ela já foi estancada. “Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso te garantir que todas, vamos dizer assim, as sangrias que eventualmente pudessem existir estão estancadas.”

Caros leitores leiam e interpretem comigo, se eu estiver errado me contestem.  Se as sangrias existiram, e segundo ela “tudo indica que houve”, e ela sabe que foram estancadas, é porque ela tinha conhecimento do que houve.  Foram estancadas por ela ou por alguém de seu governo, e ela soube.

Confessa que soube e que foram estancadas. Muito bem. E o que fez? Quem eram os servidores públicos que participaram das operações?  De quanto foi a sangria?  Quem recebeu esse sangue (o dinheiro desviado)?  A quem ele abasteceu?

Ela deixou tudo por isso mesmo?  Não levou avante qualquer investigação para esclarecer todo o processo criminoso?

Ela teve qualquer benefício pessoal material direto?  Parece que não.  Mas teve benefícios políticos diretos na cooptação da base de apoio partidário e parlamentar ao seu governo. Foi conivente por interesse político. Omitiu o fato criminoso e se omitiu de tomar as medidas devidas.

Pode ter cometido crime de responsabilidade.

O governo Dilma em sua fase terminal

 

O que esperar dessa gente?  Já vi tanta coisa, tantos e tantos anos, mas me espanto de ainda me espantar com o que aparece todo dia.  O que cometeram nesses 12 anos é tão amplo e profundo que quanto mais se cavoca, mais lixo se encontra.  Não deveria ficar tão surpreso.

Falo do PT.  Falo do Lula.  E sou obrigado a falar também da Dilma que, por ação ou omissão, também já perdeu a dignidade.

O Paulo Roberto Costa, ex diretor da Petrobrás, ora “in galera”, e autor da delação premiada sobre a propina distribuída pela empresa para políticos, é mais um dos bandidos.  Como o Nestor Cerveró, outro diretor da mesma também é.  Como são, nada mais, nada menos, o ministro chefe da Casa Civil, Aloisio Mercadante, diretor e produtor da tentativa da compra de um dossiê fajuto contra nós, em 2006, para melar a nossa eleição para o governo de SP, ação que foi desbaratada pela Polícia Federal. Como o Ricardo Berzoini, ministro de Relações Institucionais, que dá cobertura ao João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT, que foi presidente da Cooperativa dos Bancários de São Paulo e deu um golpe nas poupanças de milhares de bancários, e agora faz as operações do partido, segundo o denunciante Paulo Roberto.  Como o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, comandante das tropas lulistas, ex transportador das malas que saiam de Santo André, nos tempos do prefeito Celso Daniel, para abastecer o José Dirceu e o partido.

Confesso que não esperava grande coisa de um governo do PT.  Mas nunca pude imaginar isso que estou assistindo.  Acho que nem mesmo o mais petista dos petistas. À presidente Dilma e ao PT restam o apoio de milhões de pessoas carentes por todo o país que estão sendo aterrorizados quanto à possibilidade de perder o pouco que obtiveram nos últimos anos.  E sobram os que se locupletam do poder e ainda aqueles que, honestamente, ainda não creem no que veem.

São quatro meses até o final do governo.   Vão ser penosos.  E o ano futuro, 2015, não será um mar de rosas para ninguém.  Não vai ser mole consertar tudo o que eles desarrumaram.

 

O maior escândalo da política brasileira de todos os tempos

Estamos falando da Petrobrás, a maior empresa da América Latina.  Aquela mesma que os canalhas disseram que queríamos privatizar, ainda que nunca, em momento algum, tivéssemos tido qualquer intenção no sentido de vendê-la ao setor privado.  Pelo contrário, afirmamos e reafirmamos isso, quando da emenda constitucional que permitia a participação, também, de empresas privadas na exploração do setor.  O PT usou esses argumentos de forma safada para debilitar tanto Serra, quanto Alckmin nas disputas presidenciais.  Ganharam, provando que o crime compensa.

Essa mesma Petrobrás, que agora temos a confirmação de ter sido usada para produzir o maior escândalo da história brasileira de todos os tempos, era a principal fonte de dinheiro para a base que sustentava Lula e agora sustenta Dilma.  Sergio Gabrielli era o presidente da estatal, indicado por Lula, e Paulo Roberto da Costa, diretor indicado pela base aliada.  Este  vem abrindo o bico em função da delação premiada, depois de ter sido preso e depois de ter as suas empresas, inclusive familiares, sido objeto de ações da Polícia Federal.  Os dois, além de outros associados, produziram esse escândalo, para sustentar uma corrupta base de apoio.  Abençoados por Lula, sob o olhar, complacente ou conivente de Dilma Rousseff.

Diante disso o mensalão que levou à prisão os dirigentes do PT, foi um aperitivo, “peanuts” como diriam os americanos.  A Petrobrás investe cerca de 100 bilhões de reais por ano.  É quase o dobro de tudo o que investe a administração direta federal no Brasil por ano.  É mais da metade de toda arrecadação do governo do Estado de São Paulo em um ano.   É um maná daqueles.

O que dirá o Lula agora?  Foi só caixa 2, como quando do episódio do mensalão?  E o que dirá a Dilma?  Era a ministro de Minas e Energia do Lula, depois chefe da Casa Civil.  Era a presidente do Conselho da Petrobrás.  Anos e anos, e não sabia nada?  Nunca percebeu?   Ninguém lhe contou?  Ou se fez de boba, convenientemente, ambicionando o que, finalmente, conquistou: a Presidência da República.

A eleição esquenta

 

Queremos também presidente novo

Dilma tem razão: “Eleição nova, governo novo, equipe nova”, e presidente novo, acrescento.  Se não será mais do mesmo.  Dilma vá embora e leve o PT junto.  Ou o contrário, dá no mesmo.  É o anseio da sociedade brasileira.

Onde está a elite?

Lula e Dilma reclamam que a elite brasileira apoia o Aécio.  Ela deu até agora 123 milhões de reais para Dilma e 44 milhões para o Aécio.  Êta elite burra.   Lideram as empreiteiras e a JBS.  Mandaram o dinheiro para o endereço errado.

Fritaram o Mantega

A Dilma já anunciou o que todos sabiam.  O tempo de ministério do Mantega se encerra em 31 de dezembro.  No caso ela apenas antecipou o anúncio, o que o transforma em fantasma ambulante.  Pobre Mantega, tão leal, não merecia esse tratamento.  Mas pra ganhar eleição, vale tudo. Aliás todo o ministério termina em 31 de dezembro.   Também o mandato da presidente Dilma.   E de toda a cambada que enlameou o serviço público em nosso país.  Espero que tenham uma vida feliz e que nos deixem em paz, a menos a vida daqueles que merecem cadeia.

Programa eleitoral da Dilma

É de uma desonestidade sem paralelo. Mente descaradamente.  Se diz autora da lei que estabeleceu que parte dos recursos do pre-sal fossem para educação e saúde.  Mentira.  Tentou evitar que o Congresso assim o fizesse.  Foi derrotada, teve que engolir.  Nos próximos posts vou mostrar mais mentiras.

E aguardem, como anunciei, os resultados da delação premiada do Paulo Roberto Costa, ex diretor da Petrobrás.  Vai chover …..

 

 

Para o PT o povo é objeto, não sujeito da história

E o PT era um partido de que se dizia de esquerda

Primoroso o artigo “De sujeitos e objetos” de Eugênio Bucci no Estadão de hoje. Analisando a retórica oficial, Dilma e PT, trata os eleitores mais carentes não como os protagonistas de sua própria existência, mas apenas como beneficiários da caridade alheia, isto é, da caridade deles, praticada com o dinheiro estatal, vale dizer, de todos nós.  Ela diz: “tiramos milhões de pessoas da miséria”, “levamos milhões à classe média”.  Os carentes são assim apenas peças no tabuleiro da política.  Nessa retórica o povo é apenas um objeto.  O sujeito, autor de tudo, é o governo, dela, Dilma, é claro, a benfeitora.  Para ler o artigo, clique aqui.

E ainda chamam o PT de esquerda.  É de chorar.

Pesquisas

Marina bateu no teto.  Aécio bateu no piso.  Ela vai descer, ele vai subir.  Vão disputar, no 1º turno quem vai vencer a Dilma no 2º .

Claro isso é o que eu quero.  Mas também é o que penso, pelo bem do país.  Faltam ainda 30 dias, vamos ver.   De qualquer forma  preparem seus corações.

Estou aí para desnudá-las, no bom sentido.

Promessas e metas mirabolantes

A Dilma agora vai prometer tudo aquilo que já prometeu, para realizar nos próximos 4 anos.  Vai ser um show televisivo. A Marina já sinaliza com projetos de custos imensos, sem se importar com sua viabilidade econômica.   Será que o povo vai cair?  Com a herança maldita que qualquer presidente eleito vai receber?  Quantos milhões de brasileiros se lembrarão, ao ouvirem as promessas, da cara dos Haddads que pulularam por aí durante o último pleito municipal?

“Fora PT” é o sentimento dominante em São Paulo. O caráter de Marina.

 

Esta é uma eleição singular.  Apesar de contar com dois concorrentes naturais à presidência como em todas as disputas desde 1994, representando, um o partido no governo  (PSDB ou PT), outro o maior partido na oposição (PT ou PSDB), teoricamente apenas os dois com reais condições eleitorais, nesse ano de 2014 existe um fato novo, que não se colocava em nenhuma dessas eleições anteriores:  a intenção de voto mais forte, mais presente, não é favor desse ou daquele. É um sentimento contra o partido no poder, contra o PT, a vontade de mudar.  E, diferentemente, do que se verificou em outros processos eleitorais, não é só uma disposição: é raiva mesmo contra o PT.  Não só as pesquisas identificam a enorme vontade de mudar – cerca de 70% do eleitorado, mas a constatação pessoal, pelo menos no Estado de São Paulo, confirma esse quadro. “Fora PT” é a dominante.  Pude verificá-lo durante a campanha e, particularmente, hoje na presença de nossos candidatos na cidade de Santos.

Essa é a minha primeira observação sobre o andamento da disputa.  A segunda é que, para o eleitor, até agora, só existem dois candidatos:  Dilma, candidata a reeleição, e Marina Silva, que se apresenta como oposicionista capitalizando o sentimento que observamos.  Aécio Neves ainda não é protagonista desse enredo.  Não é suficientemente conhecido do eleitor comum.  É por isso que os resultados de pesquisas só poderiam apresentar o resultado divulgado.

Porém esse é o início do processo eleitoral, que deu a largada não quando os candidatos eram Dilma, Aécio e Eduardo.  Zerado o quadro quando da morte de Eduardo, a disputa se inicia com a substituição do falecido por Marina.  Como Aécio é pouco conhecido, sobraram, de fato os dois: Dilma e Marina.   Mas como o tempo que se tem pela frente, ainda que pareça pequeno, é longo numa disputa como essa – uma eternidade – tudo pode acontecer. 

Porque Marina passou a representar essa vontade de mudar?  Em primeiro lugar porque só ela, no consciente do eleitor -  se colocando na  oposição – disputa contra o PT.  Em segundo lugar porque é sobejamente conhecida desde a disputa de 2010.  Em terceiro lugar porque porta uma aura de santidade bem construída em cima do seu perfil diferenciado.

A segunda etapa, reta final da disputa, quando se decidirá quem vai para segundo turno, se iniciará com a relativa igualdade de conhecimento dos candidatos por parte do eleitor. .  A partir daí será mais efetiva e definitiva a sua escolha.  Marina, como Aécio, viverá a hora da verdade

A personalidade e o caráter de Marina

Alguns dizem que ela acredita piamente no que diz.  Tenho minhas dúvidas.  Se assim fosse não deixaria de apoiar, sem restrições, uma legislação que criminaliza a homofobia que é uma forma de discriminação tão odiosa como qualquer outra.  Foi e voltou atrás.  Voltar atrás não é demérito de ninguém.  Mas no caso dela mais parece um aceno para as religiões evangélicas que, aliás, estão montando um grande reunião  das igrejas evangélicas para “fecharem” uma unanimidade em torno dela.  Não é a “velha política”, é pior.

Nada tenho contra votar em alguém que professa uma determinada fé.  Tenho, sim, objeção ao fato de se votar ou deixar de votar em alguém pelo fato de professar uma determinada religião.  Não adianta dizer apenas que o Estado é laico.  Ele o é por determinação constitucional.  Tergiversar sobre isso por conveniência eleitoral é fraqueza de caráter.

Marina precisa, para ser coerente, rejeitar uma adesão do tipo que se pretende das igrejas evangélicas.  Isso contraria o cerne de um Estado que se pretende laico.  Assim seria coerente com o que diz pretender: uma “nova política”.

Marina, a nova e a velha política

 

Transparência?  É a velha política

Marina tem dito que é preciso ter transparência nas ações de governo.  É a nova política. O pressuposto é que a transparência comece com o próprio candidato, a pessoa física.  Mas não é o que ela pratica.  Ao revelar sua renda, à pedido da Folha – 1,6 milhões de reais em palestras nos últimos 3 anos – Marina se recusa em identificar os seus clientes, sob argumento de confidencialidade.  Se Marina não fosse um agente público, candidata a vice presidente e agora a presidente, presidente de um partido em formação, prestes a ser registrado logo após as eleições, seria legítimo não expor algo que pertence à sua vida privada.  No caso, candidata a presidente, não declarar quem a contrata, não se justifica.  Ela tem de expor as suas fontes de renda pois elas indicam as relações que mantém com agentes econômicos e entidades da sociedade, sem que isso signifique qualquer prévio juízo de valor.  Mas sua negativa, sob o manto da confidencialidade, não é aceitável.  É a velha política.

Erros de revisão, coisa nenhuma. É a velha política

A explicação para a publicação de uma errata sobre o programa de Marina divulgado um dia antes é uma agressão à nossa inteligência.  É claro que ao ser alertada e pressionada por grupos conservadores que a apoiam, Marina mudou seu programa de governo.

Dentre as mudanças está aquela que eliminou o apoio às propostas em defesa do casamento civil igualitário a serem inseridas no Código Civil e na Constituição, para apenas garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo, o que é desnecessário, pois já foi assegurado pelo STF.  Outra mudança é a exclusão do programa do tópico que apoiaria a equiparação da discriminação baseada em orientação sexual e identidade de gênero àquelas que na lei definem a descriminação em razão de cor, etnia, nacionalidade e religião.   Também na nova redação foi excluída a previsão de distribuição de material didático destinado a  conscientizar sobre a diversidade de orientação sexual e às novas formas de família.   Tudo isso sem maiores explicações.

Não houve erros de revisão.  Houve, sim, o esclarecimento sobre a posição da candidata e, mais ainda, uma clara submissão aos grupos que a apoiam, na linha da velha política.

As incoerências e expectativas falsas

Marina sabe que não basta ganhar a eleição.  É preciso governar, e bem, respondendo às expectativas do povo.   Janio Quadros se elegeu e não pode governar.  Deu um lance arriscado e se saiu mal.  Como resultado, após 4 anos conturbados, o golpe em 1964, uma ditadura de duas décadas.  Collor de Mello, sem respaldo congressual e em um quadro de crise econômica, foi deposto constitucionalmente pelo Congresso Nacional.  Lula tentou obter uma maioria através do mensalão.  E Dilma, mesmo com uma maioria ampla deu no que deu, ou está dando.  Marina acena para Lula e Fernando Henrique.  Não vai dar.  Se for eleita, vai ter de escolher.  Além do que ela não perguntou ainda a nenhum deles e aos seus respectivos partidos políticos.  Também quer juntar Serra e Suplicy.  O que um tem a ver com o outro?

Porque Marina não usou dessa percepção quando Serra e Dilma foram para o segundo turno em 2010.  Ficou no muro.  Porque para ela, em sua visão messiânica, só ela sabe o que se deve fazer.  Se for eleita vai dar com os burros n’água.  Espero que não seja.  Nos próximos 35 dias dá para o povo acordar.

 

 

 

 

Marina, uma profissional esperta.  E a recessão chegou pra valer.  

 

Vou me desviar um pouco do meu esporte favorito que é comentar a Presidente Dilma Rousseff e seu governo medíocre e falar um pouco da nova pretendente ao cargo, Marina Silva.  Nova em termos, já que já foi Senador da República, Ministro do governo Lula e também pretendente à Presidente nas eleições de 2010.

Marina quer renovar a política – uma “nova forma de fazer política” ela diz, pô-la a serviço do cidadão.  O invólucro é bom, mas qual é o recheio?   Só platitudes, banalidades, trivialidades.  Nada de concreto.

Na entrevista ao JN foi obrigada a falar sobre o avião que o PSB recebeu, emprestado, ou arrendado, ou sabe-se lá o quê, adquirido por amigos proprietários com dinheiro transferido por laranjas.  Ela não sabia de nada, usou o aparelho sem perguntar.  Podia ter perguntado quem emprestou e por que, já que quem empresta sempre espera alguma coisa em troca.  Até aí, ainda vá lá.  Mas uma nova forma de fazer política deveria se preocupar com isso.

Sabendo, agora, que o jatinho foi adquirido com aporte de dinheiro de laranjas, e percebendo que é dinheiro “sujo”, certamente produto de propinas pagas por pessoas com interesses em contratos de governo, não deveria imediatamente exigir do seu partido uma explicação definitiva?  Não seria esse um princípio de uma “nova política”?   O seu vice, deputado federal Beto Albuquerque, disse que o partido não tinha nada com isso.  Então quem?  Aliás, ele é, por acaso, o símbolo da nova política? Ela teve que, como na velha política, se submeter ao partido?

Vamos adiante.  Ontem na Fenasucro, em reunião com os usineiros, Marina, que nunca morreu de amores por eles, e os tinha como verdadeiros predadores da natureza, admite que o setor procurou se ajustar para produzir com sustentabilidade, com mecanização da colheita de cana para evitar “mão de obra de penúria”.  E diz que é possível falar de agricultura e pecuária com a preservação do meio ambiente.  Mais uma platitude.  Promete um “marco regulatório”. O que quer dizer isso?

Essa é a nova política? Existe algo mais velho que esse discurso para agradar plateias específicas em períodos eleitorais?  Marina não é amadora, é profissional, e esperta.  Não tem nada de novo.

Ela fala sem consistência: “ o Brasil terá de escolher e apostar no sonho de que possamos ter um Estado eficiente, escolhendo os melhores e não os indicados por interesses partidários”.  Só isso?   Escolher os melhores é, sem dúvida, uma obrigação do dirigente público.  Mas para fazer o quê?  Como fazer o Estado eficiente?  É preciso dizer.

Agora a recessão, sem vírgula.

Eu não poderia deixar de falar do Mântega.  Já o respeitei mesmo quando fazia avaliações do futuro no estilo de Polyana, personagem de uma escritora americana.  Polyana queria uma boneca mas ganhou um par de muletas, que não precisava.   O pai lhe ensinou assim que deveria ficar contente por não precisar usar as muletas.  E a menina ficou contente, e essa atitude passou a se chamar de “jogo do contente”.   Agora a nossa Polyana, Guido Mântega, fica contente com os índices de nossa economia que ele dirige por tanto tempo ( talvez o mais longevo dos Ministros da Economia ).  Com índices baixos de desemprego, segundo ele, tudo vai bem.

Mas pra azar da nossa Polyana, acaba de sair a informação do IBGE sobre o PIB do 2% semestre: menos 0,6%.  Como o do primeiro semestre, depois da revisão, é de menos 0,2% temos o que se chama de recessão técnica.

O Brasil parou.  Parou não.  Recua.  Como temos crescimento vegetativo da população, o PIB per capita tem uma queda expressiva.  Dilma já se sabe.  Acabou.  E Marina vai propor o quê?  Os próximos capítulos prometem.

IBOPE – O jogo começa pra valer. Quarenta dias, uma eternidade.

Último IBOPE

Dilma 34%  -  Marina 29%  -  Aécio 19%

Segundo turno   Dilma 36% – Marina 45%

Minha interpretação:

Dilma não sobe mais.  Só desce.  O dado mais importante é o do 2º turno, ela sobe apenas 2%, para 36% e a rejeição a ela é 36%.  Não tem como ganhar, será derrotada.

Marina está no nível que sempre esteve nas pesquisas anteriores ao início do período eleitoral.  Tem recall e tem o eleitor descrente de tudo e de todos.  A meu ver está no teto, ou quase.  De agora em diante vai ter de mostrar que pode governar o país.  Não é um poste do Lula ou de quem quer que seja.  Mas é uma figura que nasce em uma conjuntura muito especial.  Uma aventura.  Se vai aguentar por 40 dias, só o futuro dirá.

Aécio ainda é um ilustre desconhecido.  Mais de 50% do eleitorado não o conhece.  A sua performance, e a de sua coligação, serão decisivos para crescer e tornar-se competitivo.

Conclusão:  a disputa está em aberto.  Estamos no início. Faltam 40 dias.  Uma eternidade em disputas eleitorais.

Aproveito para fazer um breve relato histórico:  Em 1986, na disputa de governador de São Paulo, o quadro, no início da campanha era Maluf em primeiro, Quércia, candidato do PMDB, vice governador de Montoro, em segundo logo atrás.  Inesperadamente o PTB lança Antonio Ermírio de Morais que atinge, de imediato um segundo lugar, próximo a Maluf, jogando Quércia lá para baixo ( 9 % nas pesquisas ).   Quércia parecia liquidado, a questão seria Maluf ou Antonio Ermírio.   O resultado final foi Quércia vitorioso, Maluf em segundo e Antonio Ermírio lá atrás.  Não quer dizer que isso vá se repetir.  Cada caso, é um caso. Apenas significa que em um processo eleitoral tudo pode acontecer.  Inclusive nada.

Mãos à obra!!

 

 

Marina candidata e o PT no exercício de suas ações imorais

Marina candidata.  Uma aventura

Marina Silva é candidata a Presidente da República.  Ajoelhou, vai ter que rezar.  Isto é, vai ter que dizer tudo o que pensa sobre todas as coisas.

Ninguém põe em dúvida a sua integridade moral.  Mas também ninguém tinha dúvidas sobre a integridade de Dilma Rousseff, e o governo dela está sendo um desastre para o país.  É preciso lembrar que a nossa atual presidente tinha ao seu lado um grupo consistente de quadros políticos, alguns que já estavam exercendo o ofício no governo Lula, a despeito da perda provocada pelo mensalão.  Se grande parte desse grupo transformou-se, no exercício do governo, em uma gang, agasalhada por Dilma, de predadores do Estado brasileiro, são outros quinhentos.

Marina começa sem nada.  Sua Rede ainda não nasceu e quando nascer saberemos que bicho será.  O seu hospedeiro é o PSB que não tem quadros, nem nutre grande simpatia por ela.  Ela está só e, no primeiro momento, isso parece uma virtude porque ela não se macula com o lixo político que infesta a vida das instituições do país.  Quer ganhar com esta imagem.  E se ganhar, como vai governar? O sistema democrático brasileiro é constituído de 3 poderes.  Além do Executivo e do Judiciário, temos o Poder Legislativo, eleito pelo voto popular, o que lhe dá legitimidade.  Ele não lhe será nada dócil.

Assim, não basta parecer uma santa, uma imagem da Madre Teresa de Calcutá.  Precisará governar, se vencer, com uma realidade que não lhe será favorável.  Por isso, eleitor, é bom saber como ela o fará.  Eu também quero derrotar a Dilma e tirar essa corja que assumiu o poder, mas tenho responsabilidades como cidadão desse país.  Mergulhar no espaço vazio, sem paraquedas, não!

Mais um tesoureiro nacional do PT na berlinda

Deve ser um carma dos tesoureiros do PT.  O anterior, Delúbio Soares, está na cadeia.  O atual, João Vaccari, logo vai.  Como eu já escrevi, Vaccari é réu em ação criminal sobre o desvio de 70 milhões da Cooperativa Habitacional dos Bancários ( Bancoop ), denunciado pelo Ministério Público por formação de quadrilha, estelionato e lavagem de dinheiro.  Agora Vaccari é acusado, por um laranja do doleiro Alberto Youssef, como o sujeito que tratava de operações de fundos de pensão das estatais, que o PT domina, com empresas do doleiro.  Essa gente tem uma ousadia que ultrapassa a nossa imaginação.

Dona Nalvinha

A trabalhadora rural Marinalva Gomes Filha, a Nalvinha, moradora da zona rural de Paulo Afonso no sertão da Bahia ganhou, pouco antes da gravação que lhe foi pedida para o programa eleitoral de Dilma Roussef, uma prótese dentária, com dois dentes da frente, e um fogão à lenha, além de um muro construído para protegê-lo contra o vento.   Seus vizinhos também pediram o fogão, mas ainda não o receberam.  Para a gravação do programa Nalvinha recebeu Dilma e Lula e, emocionada, disse que eles são a “mãe” e o “pai”.  O cínico governador da Bahia, o petista Jacques Wagner, declarou que “todo mundo põe roupa bonita para receber a presidenta”.  É a marca do atraso que, um dia, o PT combateu.  Hoje esse partido é o próprio atraso.

Como nunca antes nesse país

 

Como nunca antes nesse país, chegamos ao fundo do poço?

No último mês de julho a geração de empregos registrou recorde negativo para o mês, a menor geração nos últimos 15 anos.  Foram criadas apenas 11,8 mil novas vagas no mês, 71% a menos que em julho de 2013.   Como nunca antes nesse país.

Também de janeiro a julho deste ano foram criados 632 mil empregos, 275 mil a menos que no mesmo período de 2013, pior resultado desde 2009, auge da crise global.

Junho já tinha sido ruim e julho foi pior ainda: de um mês para o outro, a geração de empregos foi 53% menor, o que reforça a constatação de que o país parou – ou melhor, foi parado, por esse governo inepto.

A indústria da transformação então é um desastre.  Demitiu 15,4 mil no mês. Desde abril, já são 74 mil empregos destruídos no setor, segundo o Valor Econômico. Os serviços se mantiveram no terreno positivo, mas num ritmo equivalente a apenas cerca de ¼ do que vinham gerando tradicionalmente no mês.  E no ano, até agora, o comércio já matou 50 mil postos de trabalho.

Mas o pior ainda é que em julho a população ocupada caiu em comparação com o mesmo mês de 2013.  É a primeira vez que isso acontece, desde 2003.  Será o fundo do poço, ou ainda não é?  Não perguntem à Dilma, porque ela está à beira de um ataque de nervos.

A novela das ferrovias

Continua como tudo no país. O setor está parado.  A última tentativa do governo federal foi encontrar alguém para operar trens no trecho de 855 km da Ferrovia Norte-Sul,  entre Anápolis e Palmas, Goiás e Tocantins, recém inaugurado mas sem uso porque a Dilma e o Lula só pensaram em construí-lo, não operá-lo.  Só uma empresa se candidatou, e ainda sob condições, ou seja, não houve proposta pois estava condicionada.   É o fim da picada.  O próprio diretor da Valec, responsável pela estrada, achou que o processo era atabalhoado. Ele diz que é o preço por querer acelerar as coisas, imaginem….  Presidente Dilma, tenha a paciência!

Eu ouvi

Ouvi no horário eleitoral sobre o Padilha, candidato do PT a Governador, que ele foi alfabetizado aos 4 anos de idade.  Fiquei impactado.  Tão jovem e já tão culto.  Uma notícia importante para a decisão do eleitor!

Gente esperta

Graça Foster e Nestor Cerveró, atual presidente e ex diretor da Petrobrás, respectivamente, transferiram parte de seus bens para parentes, antes da decisão do TCU que tornou indisponíveis os dele e ameaça tornar indisponíveis os dela.   Isso é semelhante à chamada fraude ao credor quando o devedor se desfaz de seus bens para não tê-los penhorados quando é condenado a pagar.  Mas já foram desmascarados.  Pensam que são espertos.

Esse Skaf

Vi a sua propagando eleitoral na TV.  O homem é bom de tudo, segundo ele próprio.  É um imenso conjunto de autoelogios, com uma arrogância que mostra a verdadeira personalidade.   Ele vai fazer tudo o que os outros não fizeram, não porque ele tenha projetos  concretos, mas porque ele é “o bom”.  Com um passe de mágica vai dobrar as linhas de metrô e vai trazer água potável à vontade para todos.  Um aventureiro.

Paulo Roberto Costa começa a falar

O ex diretor da Petrobrás, ora preso, começa a falar e, segundo os jornais, fez acordo de delação premiada e atribui a Nestor Cerverá, ex diretor da área internacional da companhia, a responsabilidade pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.   O mais interessante no depoimento à Comissão Interna de Apuração da Petrobrás é que ele diz que as tais cláusulas do contrato de compra da refinaria – a put option ( de saída ) e a marlim ( de rentabilidade ) não foram submentidas a conhecimento, nem da Diretoria Executiva da empresa, nem ao seu Conselho de Administração.  Uma das cláusulas protege o vendedor, pois caso haja desentendimento, os novos proprietários são obrigados a comprar as partes remanescentes.  A outra garante ao sócio que vendeu uma parte de sua propriedade, tenha um dividendo mínimo sobre o que sobrou, ainda que a empresa tenha prejuízo.   Foram essas cláusulas que levaram ao prejuízo que a Petrobrás teve, origem do escândalo que abala a República.

Mas se é pra valer o acordo de delação premiada, vem muita m…. por aí.